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Roteiro de 7 dias na Sicília: a viagem de Alberto


Está em busca de um roteiro de 7 dias na Sicília? Então veja esta dica de roteiro do leitor!

Durante a preparação da viagem, Alberto entrou em contato comigo diversas vezes, sempre utilizando as caixinhas de comentários nos posts. Considerando suas perguntas sempre muito pertinentes, o convidei a contar aqui como foi o roteiro e a viagem. Poucos dias depois de voltar para casa, ele me enviou o roteiro e as imagens para que os publicasse.

Enfim, sem contar os dias de chegada e partida, Alberto fez um roteiro de 7 dias na Sicília, viajando de carro. A viagem dele ocorreu entre o final de abril e início de maio, um ótimo período para visitar a Sicília. Alberto também conseguiu encaixar muito bem os passeios pelas principais cidades da ilha!

Roteiro de 7 dias na Sicília – Por Alberto Muhle

Esta viagem teve início em Brasília, conexão no Aeroporto de Guarulhos e no Aeroporto de Milão, sendo o destino final o Aeroporto de Catânia.

Tendo em vista a situação do Covid 19 ainda vigente, foi exigido o Teste do Antígeno, uma vez que não éramos vacinados. Porém, não houve nenhum problema em qualquer lugar. Apenas em alguns locais era obrigatório o uso de máscaras.

Tudo transcorreu muito bem até a chegada à Milão e os voos da Latam transcorreram dentro do previsto. Apenas a passagem pela Imigração italiana foi bastante demorada, mas devido à grande quantidade de passageiros desembarcados ao mesmo tempo.

Houve um pequeno desencontro inicial porque o bilhete da Easyjet, com quem faríamos o trecho até Catânia, dizia que o embarque seria no Terminal C. Porém, não consegui localizar o tal terminal e após perguntar em uma loja do aeroporto fui informado de que só existe um Terminal, ou seja, aquele mesmo onde nos encontrávamos.

O problema maior surgiu no voo da Easyjet, que teve sua saída bem atrasada em relação ao horário previsto. Isto acarretou muita preocupação porque a chegada em Catânia seria após o horário limite estipulado para a retirada do carro na locadora Target. Além disto, também o horário que eu havia informado para a chegada no B&B seria ultrapassado, o que faria com que não tivesse mais ninguém na recepção para podermos fazer o check in.

Felizmente, a locadora aceitou a justificativa do atraso e pude retirar o carro sem nenhum problema. Quanto à hospedagem, também para nossa felicidade, havia alguém na recepção e só tivemos que pagar 10 euros a mais devido ao chamado check in tardio.

Chegada a Catania

O B&B em Catânia se chama Suítes Cutelli e fica localizado na Piazza Cutelli. É uma ótima sugestão de hospedagem, já que além do preço bem acessível, as instalações são muito boas e modernas, ainda que localizadas em um prédio antigo. O recepcionista foi bastante simpático, atencioso e prestativo. Também foi bastante oportuna a possibilidade de estacionar o carro defronte à hospedagem, em uma área livre de pagamento.

O B&B oferece um café da manhã grátis com boas opções de alimentos e bebidas. Para completar a informação sobre a hospedagem, é importante comentar que fica bastante próxima à Piazza del Duomo e à Via Etnea, uma das principais ruas da cidade.

Como a chegada a Catânia foi tarde da noite e depois de uma longa viagem não tivemos ânimo para sair e conhecer a cidade. No dia seguinte começamos efetivamente nossa viagem à Sicília. E o primeiro destino foi a cidade de Siracusa.

1° dia: Passeio em Siracusa desde Catania

Por um problema não identificado, o GPS do celular não estava apresentando as informações necessárias. Assim, aventuramo-nos a seguir para Siracusa utilizando apenas as indicações das placas de trânsito. Isto, claro, foi bastante estressante, já que dirigir em um país que não é o seu se torna muito complicado. Junte-se a isto o trânsito ligeiramente caótico nas ruas mais movimentadas e a quase total desconsideração dos motoristas com as leis básicas de trânsito.

Finalmente, chegamos a Siracusa e após algumas voltas conseguimos estacionar o carro e um local também fora da zona de cobrança. Ainda que não fosse tão perto como alguns dos estacionamentos pagos, a distância não era nada de anormal, além de permitir observar o comércio local.

Deve-se ressaltar que o centro histórico é uma ZTL, ou Zona de Tráfego Limitado, que só permite a entrada de veículos autorizados. Com isto é importante ficar atento para não adentrar estas áreas sujeitando-se às multas.

Dirigimo-nos de imediato para Ortigia, a ilha que é o centro histórico de Siracusa e logo na entrada encontramos o Templo de Apollo, ou o que restou dele. Ao lado existe uma feirinha com inúmeras barracas que vendem produtos variados. A rua continua em uma leve subida levando-nos até a Fonte de Diana, uma bonita fonte localizada em uma praça relativamente grande.

Prosseguindo no passeio chegamos à Piazza del Duomo. Muita gente circulava por aquela bonita área da cidade, onde predomina a catedral de Siracusa, mas que também apresenta outros prédios igualmente atraentes compondo um bonito cenário.

Através daquelas estreitas e charmosas ruelas chegamos à Fonte Aretusa, já na beira do Mar Jônico. O lugar é bastante interessante porque se trata de uma espécie de piscina com muitos peixes que circundam um pequeno jardim onde crescem plantas de papiro.

A próxima atração foi o Castelo Maniace, localizado na extremidade da ilha. O castelo está em boas condições, é grande, mas não tem muitos atrativos internos. Vale a visita, porém, não espere ver grandes atrações no interior da construção.

A partir dali retornamos para o carro e seguimos para conhecer o Teatro Grego. No entanto, pelo tamanho do parque arqueológico percebemos que demandaria muito tempo para percorrer todo o terreno. Assim optamos por voltar a Catânia e conhecer um pouco do centro desta cidade.

Retorno a Catania

Também a volta para o hotel, sem o GPS, foi extremamente desgastante, mas sobrevivemos ao trânsito e chegamos ao nosso destino.

Seguimos, então, para a Piazza del Duomo e observamos o lindo cenário daquela praça que inclui, além da própria Catedral, a Igreja dela Badia di Sant’Agata, a Fontana dell’Elefante e a Fontana dell’Amenano, que é uma fonte formada pelo rio subterrâneo que percorre a cidade e que aflora à superfície em poucos locais.

A seguir encontramos a Tratoria Romantica, localizada na Via Collegiata, ao lado da basílica de mesmo nome, onde comemos muito bem por um preço bem acessível.

Fechamos, então, o dia retornando ao hotel.

2° dia: Etna e Taormina

No dia seguinte acordamos mais cedo, já que tínhamos dois destinos no programa: o Vulcão Etna e a cidade de Taormina.

Desta vez, com o GPS dando informações, foi bem mais fácil chegar ao Monte Etna. Diga-se de passagem, a subida pelas incontáveis curvas da montanha já são um grande atrativo, seja pelas belas vistas, seja pelo estranho cenário formado pela lava vulcânica que transforma a paisagem negra das encostas em uma visão do que deve ter sido algumas das tantas erupções do mais alto vulcão da Europa.

Chegamos finalmente ao Rifugio Sapienza, onde fica o estacionamento dos veículos e ônibus que visitam o vulcão. Para fugir ao pagamento do estacionamento basta parar o carro um pouco mais afastado, a uma pequena distância do local onde se encontram todas as atrações, como lojinhas de souvenirs, restaurantes, estação do teleférico e, principalmente, das crateras localizadas nas proximidades.

As mais fáceis e acessíveis delas são as Crateras Silvestri, localizadas próximas ao estacionamento. Estas crateras são deslumbrantes por que oferecem a visualização perfeita do seu contorno, permitindo que se faça a caminhada por toda a borda, além do acesso ao fundo dela. Tudo nos remetendo ao poder que uma erupção do vulcão poderia provocar.

Também nas proximidades se encontra outra trilha chamada La Cappanina que percorre outras bocas de crateras.

Ambas crateras têm acesso gratuito e valem demais a visita ao local. Com isto ficamos extremamente satisfeitos com a visita. Para quem quiser ter mais aventuras e outras experiências, existem passeios que incluem subida pelo teleférico, veículos 4X4, quadriciclos e outros.

A partir daí seguimos para a cidade de Taormina. Para chegar lá pagamos 1,70 euros de pedágio na estrada.

Passeio em Taormina

A subida para Taormina é bastante íngreme e acabamos seguindo direto para a pequena cidade de Castelmola, no alto da montanha. São ruelas muito estreitas que compõem um visual muito legal. Dali também se tem ótimas vistas do mar à frente. O “centro” da cidade é a Piazza Sant’Antonio, onde se reúnem muitos moradores locais.

Além disto, existem as ruínas do Castelo Normando que, infelizmente, não tem muita coisa a apresentar. Como tudo ali é pequeno e próximo, a visita durou cerca de uma hora. Aliás, o carro ficou parado no estacionamento que fica a poucos metros da praça central ao custo de um euro por hora.

Começamos a descida da montanha e estacionamos no Parcheggio Lumbi, o estacionamento mais próximo ao Teatro Grego-Romano, ou Teatro Antico di Taormina. Este estacionamento disponibiliza gratuitamente o transporte até as proximidades do teatro.

Ao chegarmos na portaria do teatro havia grande multidão e o portão estava fechado. Após algumas indagações descobrimos que haveria um concerto patrocinado pela Cruz Vermelha Italiana. Para a entrada bastaria apresentar o convite que estava sendo distribuído nas redondezas.

Desta forma, tivemos acesso ao Teatro Antico gratuitamente e ainda pudemos assistir ao concerto naquele local. Foi bastante emocionante, pois nos permitiu remontar aos tempos antigos, vivenciando um espetáculo naquele fantástico teatro que, além disto, proporciona vistas deslumbrantes do mar e das encostas ao redor.

Enfim, depois de um dia maravilhoso voltamos para a Catânia, pagando também neste percurso o pedágio de 1,70 euros.

3º dia: De Catania a Agrigento

Após três noites em Catânia seguimos para Agrigento, situada às margens do Mar Mediterrâneo. A estrada estava em ótimas condições, porém, encontramos incontáveis pontos com obras na pista. Como o trânsito era muito tranquilo não houve nenhum atraso, mas chamou a atenção a quantidade de locais em que havia homens trabalhando ou desvios da estrada.

Encontramos dificuldade para localizar o Krysos Luxury Rooms, onde ficaríamos hospedados pelas próximas duas noites. É que o GPS nos conduzia até as proximidades do B&B, porém, não conseguíamos localizá-lo. Isto porque ele fica situado em uma estreita rua sem saída, paralela à Viale della Vitoria, uma importante avenida da cidade.

O Krysos foi outra agradável surpresa, pois se trata de um B&B muito bem decorado, espaçoso e agradável. Além disto, fica a pouca distância da Via Atenea, a principal rua da cidade.

Deixamos a bagagem e seguimos de imediato para conhecer a maior atração da região: o Valle dei Templi, ou o Vale dos Templos, que fica próximo à cidade.

Existe estacionamento ao lado da Porta V que escolhemos para a entrada no parque. O estacionamento é pago e varia de acordo com o tempo de permanência no lugar.

Como se tratava do primeiro domingo do mês, a entrada era grátis. Assim, acabei comprando apenas o mapa para orientação das atrações ao preço de 1,50 euros.

A visita é extremamente interessante não só pela quantidade de obras existentes no local, como também pela sua magnitude, além do estado de conservação de alguns deles, sendo o principal o Templo da Concordia, assim como o Templo de Juno.

O percurso é relativamente longo, mas facilmente acessível e recompensador. No entanto, pudemos perceber que fazer este trajeto no verão italiano não deve ser uma tarefa muito agradável.

Percorremos praticamente toda a área, exceto o Jardim de Kolymbethra e o museu, em pouco mais de duas horas de forma bem tranquila.

Voltamos, então, ao B&B e seguimos para a Via Atenea. Por ser domingo, o comércio estava todo fechado e não havia muitos restaurantes abertos. Mesmo assim encontramos um que oferecia promoção de comida italiana e que vinha acompanhada de uma taça de vinho.

4º dia: Scala dei Turchi

Após o desjejum seguimos para a visita do dia: a Scala dei Turchi, ou a Escada dos Turcos, a cerca de 15 km da cidade.

O carro fica estacionado no alto do penhasco e para acessar a atração é preciso descer uma escadaria com vários degraus. Para quem tem problema de mobilidade é bastante complicado e traz alguma dificuldade.

Essa escadaria leva até a praia por onde se anda mais uns 400 metros para chegar à falésia. No entanto, o caminho até lá está interditado e existe placa informativa a este respeito. Contudo, as pessoas contornavam a cerca, passando por uma estreita passagem, o que permitia chegar junto àquela interessante formação que vale a pena ser visitada.

Voltando para a cidade, seguimos para a Via Atenea uma vez mais. Porém, descobrimos que o comércio só abriria a partir de 16h, ou até 17h, dependendo do estabelecimento.

Assim, enquanto aguardávamos a abertura das lojas, ficamos andando pelas estreitas ruas e ruelas da área nesta parte da cidade em que as construções também são nas encostas do morro. Existem várias igrejas e o Convento do Espírito Santo, cuja capela, ainda que pequena, tem uma bonita decoração.

Na volta para o hotel tomamos sorvete no Bar Sajeva. Ao preço de dois euros o sorvete com dois sabores é bem grande e saboroso.

5º dia: De Agrigento a Palermo

Cumprida nossa programação em Agrigento no dia seguinte seguimos para Palermo. Mais uma vez a viagem foi tranquila, continuando com a observação dos incontáveis pontos de obras ao longo do caminho.

No entanto, se a viagem pela estrada foi ótima, o mesmo não se pode dizer do trânsito da capital da Sicília. Assim, como as outras grandes cidades da ilha italiana, o trânsito é bastante complicado, necessitando atenção redobrada e boa dose de paciência.

Enfim, chegamos ao B&B Le Stanze dell’Emiro, localizado um pouco fora do centro turístico da cidade. A acomodação está situada no andar térreo de um pequeno edifício e é composto por três quartos. O nosso quarto era bem confortável, amplo e oferecia um pequeno espaço privado no quintal à frente.

Passeio em Monreale

Como ainda era cedo, partimos de imediato para visitar a cidade vizinha de Monreale, ou mais especificamente, a sua catedral. Chegar até lá foi fácil e num instante vencemos os 10 km de distância. Já na subida da encosta para o centro da pequena cidade pudemos observar belas paisagens de Palermo e do Mar Tirreno.

Também ali existe uma Zona de Tráfego Limitado, impedindo que prosseguíssemos com o carro. Assim, estacionamos o veículo ligeiramente mais afastado e voltamos para visitar a catedral. Para a entrada na igreja pagamos 6 euros que valeram cada centavo.

Realmente, a Catedral de Monreale é algo deslumbrante e que rendeu bons momentos de contemplação e admiração.

Quando saímos da Catedral presenciamos muitas pessoas que vinham de uma rua passando pelo centro da cidade e prosseguindo por outra rua. Soubemos, posteriormente, que se tratava da Procissão do Santo Crucifixo, uma festa tradicional que reúne muita gente.

Retorno a Palermo

Voltamos a Palermo e saímos novamente para explorar o centro histórico da cidade. Infelizmente pudemos verificar, nesse percurso feito a pé, a enorme quantidade de lixo espalhado pelas ruas, demonstrando a falta de educação do povo e o péssimo serviço de limpeza urbana, pelo menos em várias ruas que passamos.

Assim, caminhando, chegamos à Piazza Giuseppe Verdi, onde se encontra o Teatro Massimo, um imponente prédio e um dos maiores teatros da Itália.

Depois seguimos pela fervilhante Via Maqueda, a rua de pedestres mais movimentada da cidade, ao longo da qual muitas pessoas circulavam de um lado para o outro ou tomavam lugar em um dos tantos bares, lanchonetes, restaurantes ou sorveterias. É ali um dos principais locais para se experimentar a comida típica de Palermo: a Street Food, entre as quais provamos a arancine e a panelle.

Seguindo um pouco mais adiante, chegamos aos Quattro Canti. Trata-se do cruzamento das vias Maqueda e Vittorio Emanuele. A grande sacada destas esquinas é que em cada uma delas existe um prédio muito decorado e ornado com várias estátuas, compondo um bonito cenário. Aliás, este local serve de pano de fundo para ensaios fotográficos de noivos, como pudemos constatar nas duas vezes em que ali estivemos.

Cerca de 50 metros mais adiante, ainda na Via Maqueda, encontramos a Fontana Pretoria ou della Vergogna. Uma fonte deslumbrante, cuja história é bastante interessante. Infelizmente ela cercada por uma cerca de ferro que impede maior aproximação. Mesmo assim é possível admirar a beleza da obra.

Já na volta para a hospedagem e seguindo pela Via Vittorio Emanuele passamos pela Catedral de Palermo. Ainda que também seja uma obra imponente externamente o seu interior não tem grandes atrativos, principalmente depois de termos visitado a Catedral de Monreale. A visita à Catedral oferece algumas opções pagas, como o passeio externo pela sua cobertura.

Ainda passamos pela Villa Bonanno, um parque relativamente pequeno que tem bonito visual e algumas ruínas romanas.

Defronte ao parque se encontra o Palazzo Reale e a Porta Nuova. Com isto voltamos ao B&B para o pernoite.

6º dia: Passeio em Erice

Para este dia havíamos optado por visitar a cidade de Érice, distante cerca de 100 km de Palermo. O dia estava muito bonito e a viagem até lá foi bastante tranquila. O caminho até a cidade localizada no alto da montanha tem subidas muito íngremes que levam a um estacionamento diante da Torre di Re Federico. Dali até o Castello di Venere é uma pequena distância percorrida a pé.

Do castelo mesmo não sobrou muita coisa, ainda que seja repleto de histórias e lendas, descritas em painéis no seu interior. Porém, além das ruínas do castelo o que mais impressiona são as vistas ao redor, tanto da vista panorâmica, como da Torretta Pepoli e da Torri del Balio, que ficam nas proximidades.

São vários cenários que proporcionam fotos muito bonitas. Depois, o caminho natural é percorrer as estreitas e memoráveis ruelas como se estivéssemos vivendo em épocas medievais.

Cerca de 2 horas mais tarde estávamos regressando para Palermo muito satisfeitos com a visita à pequena cidade no alto da montanha.

Como ainda era cedo, voltamos uma vez mais ao centro histórico da cidade, percorrendo novamente os mesmos caminhos e curtindo a intensa vida nas principais ruas de Palermo.

7º dia: Cefalù

No dia seguinte partimos para a última cidade do roteiro: Cefalú. Na verdade, a inclusão desta cidade se deu tendo em vista que estaríamos ligeiramente mais perto de Catânia para onde regressaríamos a seguir. No entanto, Cefalú foi uma agradável surpresa, já que pouco havíamos ouvido falar sobre ela, mas se mostrou um ótimo lugar para conhecer e, provavelmente, um ótimo lugar para o veraneio em outra ocasião.

Como o hotel fica no centro histórico, o que não permite a entrada de carros particulares, tivemos que parar o carro em um estacionamento junto à praia e percorrer cerca de 600m até o hotel empurrando a bagagem.

O Coresi Rooms está localizado na Via Ruggero, uma das principais ruas da cidade, bem próximo à Catedral de Cefalú. Dali se tem acesso fácil a todos os pontos de atração e da praia, onde muita gente curtia na areia o bonito dia que fazia.

Cefalú se localiza aos pés de uma grande montanha, La Rocca, que serve como pano de fundo para as fotos tiradas da cidade, já que suas encostas formam um enorme paredão.

Para fugir ao pagamento do estacionamento pelo resto do tempo que ficaríamos na cidade, demos a volta na La Rocca e fomos até a marina, onde a parada é livre. Dali também se tem um bonito visual. O caminho de regresso para o B&B é feito pela via costeira que margeia o mar, passando pelo farol e entrando pela Porta Giudecca, em um percurso de quinze minutos.

Marina de Cefalù

O resto do dia foi passado por entre as ruelas medievais, visitando a Catedral e curtindo o visual da praia, aproveitando para comer em um dos restaurantes que ali se encontram com vista para o mar. Um lugar interessante para conhecer é o Lavatoio Medievale. Localizado em outra das principais ruas da cidade, a Via Vittorio Emanuele, o antigo lavatório público vale a pena visitar, o que não leva nem meia hora.

Infelizmente, quando tentei subir a montanha para visitar o Templo de Diana, já estava encerrado o horário permitido para entrar. Como havia aviso de tempestade, já fui avisado que também não poderia subir no dia seguinte. Enfim, ficará para outra viagem!

Último dia na Sicília

No dia seguinte retornamos a Catânia, devolvemos o carro e fomos para o embarque. Uma vez mais a Easyjet prestou um péssimo serviço, já que o voo atrasou consideravelmente. Isto fez com que a chegada à Milão ocorresse após término do serviço de transfer oferecido gratuitamente pelo Hotel Sempione e, sobretudo, após o encerramento do horário de check in. Assim, tivemos que pagar 30 euros para chegar ao hotel que fica nas proximidades do aeroporto.

Este hotel é bem simples, mas para casos como o nosso, em que precisávamos apenas de um local para pernoitar, mostrou-se bastante adequado. Principalmente com o serviço grátis de transporte de/para o aeroporto.

Assim, completávamos a viagem à Sicília!

Com apenas alguns contratempos, tudo foi ótimo. A experiência inesquecível, a oportunidade de conhecer lugares históricos e vislumbrar paisagens deslumbrantes tornaram esta viagem mais um marco a ser guardado com grandes sentimentos.

***

Gostaria de agradecer Alberto por sua colaboração. Sem dúvida seu roteiro e dicas serão úteis a muitas pessoas que passam por aqui! Por fim, se você também deseja contar sua experiência aqui no site, entre em contato, deixando uma mensagem aqui na caixinha de comentários.

 

 

 

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Patricia Kalil

Meu nome é Patricia Kalil, sou de Salvador e moro na Sicília desde 2007. Sou autora, editora, webmaster, analista de mídias sociais e gerente de SEO do Descobrindo a Sicília. Faço de tudo por aqui!

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Ver Comentários

  • Oi Patricia! Estou planejando minha viagem de lua de mel para a Sicilia, e estou adorando o blog!
    Vamos ficar 6 noites. Chegamos em Catania e voltamos por Palermo. Vamos chegar e ir para Siracusa (2 noites), depois 2 noites em Taormina, e 2 noites em Lipari. Nosso voo é a noite em Palermo, então iremos para lá apenas para voltar.
    Nossa dúvida é a seguinte: seria melhor alugar um carro, ou fazer de transporte público?
    Sei que entre essas cidades há opção de trem e ônibus. Mas como li bastante sobre os estacionamentos e a dificuldade de locomover de carro dentro da cidade, estamos na dúvida sobre alugar o carro (acabar usando pouco durante os dias).
    O que você acha? Até pensamos em alugar um carro pra ir pra Taormina (e devolver antes de ir para Lipari), mas ao mesmo tempo não sei se o carro ia ser pouco usado.

    Obrigada!!
    Elisa

    • Oi Elisa!

      Que bom que está gostando aqui do site.
      Olha, como vocês vão ficar poucos dias e em cidades estratégicas, dá para se deslocar com transporte público, basta se organizar e ter um pouco de paciência, pois pode ser necessário alguma baldeação. Se quiser ir a um lugar onde não dá para ir com transporte público, como o Etna, por exemplo, você pode contratar uma excursão. Há trens diretos de Siracusa a Taormina, mas uma vez na estação de Taormina, você terá que pegar um ônibus ou táxi para o centro da cidade, porque este fica distante.
      De Taormina a Milazzo você pode ir de trem também, porém trocando em Messina. Na frente da estação de Milazzo passam ônibus que deixam no porto.
      Entretanto, no caso de Milazzo ao Aeroporto de Palermo é que a viagem vai ser um pouco longa (dura em torno de 4h), por isso se planeje bem para sair de Lipari em um horário adequado.
      A propósito de Lipari, se você quiser explorar melhor a ilha, pode alugar um scooter ou uma bicicleta quando desembarcar.

      Espero ter ajudado!

      Um abraço,

      Patricia

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