Nduja, o salame típico da Calábria

salame típico da Calábria

Você já ouviu falar de Nduja? É um salame típico da Calábria. Apimentado, bem apimentado!

E a propósito de pimenta, sabemos que a Calábria é a pátria da pimenta, por isso um dos seus principais produtos gastronômicos não poderia deixar de ser ardido, não é?

A pronúncia de Nduja não é muito fácil: an’dúia (o “a” quase não se pronuncia!). Também é chamado Duja (neste caso, a pronúncia é “dúia“.

salame típico da Calábria

Foto: WordRidden – FlickR

 

O mais famoso salame típico da Calábria

O Nduja é um dos mais famosos, se não o mais famoso, entre produtos alimentares típicos da Calábria. Originário de Spilinga, uma pequena cidade na província de Vibo Valentia, é um salame macio, cremoso e muito picante, feito com carne de porco, um pouco de gordura e muita pimenta.

É quase supérfluo sublinhar como o salame nduja, graças ao sabor requintado e picante, devido a tanta pimenta, é considerado por alguns um afrodisíaco. Mas se isso é verdade, não sabemos, mas com certeza o nduja tem efeitos benéficos no sistema cardiovascular.

Todos os anos, no dia 8 de agosto, acontece um festival dedicado a este salame típico da Calábria. Chama-se Sagra dell’Nduja e atrai turistas de todo o país.

salame típico da calábria

Foto: Catarina Policaro – FlickR

 

A história da Nduja

A Nduja é um produto de origem pobre e, no passado, usava-se principalmente os miúdos dos suínos, enquanto hoje o salame é feito com a barriga e banha de porco, que depois são salgadas e temperadas com bastante pimenta. Depois disso, o salame é levemente defumado, para então ser curado.

Há algumas teorias sobre a história da nduja. Por exemplo, há quem diga que o nascimento deste salame típico da Calábria remonta ao século XVI, trazido para a Itália pelos espanhóis junto com as pimentas, enquanto outros vinculam a tradição à chegada dos franceses à península itálica no início do século XIX.

Certamente, o termo ‘nduja tem origens transalpinas e deriva de andouille, uma linguiça francesa feita com tripas de porco e que, aparentemente, foi distribuída por Murat aos Lazzari napolitanos.

Também no Piemonte existe um termo semelhante, o “salam d’la duja”, e a hipótese mais aceita é que as três expressões derivam do latim “inductilia”, que significa introduzir (o ato de introduzir a carne na tripa).

E para apoiar esta dedução, há também uma ligação com o espanhol e o português. No piemontês, Duja significa recipiente e também é usado para barris. Em espanhol e em português, chamam-se “embutidos” os salames e linguiças, que são “in buttis”, ou seja “no recipiente”.

pizza

Pizza com pedacinhos de nduja. Foto: Marco Verk – FlickR

 

Como comer Nduja

Foi para a Calábria e comprou nduja para levar para casa? Ou a encontrou nos mercados que vendem produtos italianos no Brasil e quer saber como comer este salame típico da Calábria?

Tradicionalmente, derrete-se o nduja em uma panela, no fogo baixo. Depois de derretido, espalha-se em fatias de pão torrado e apreciado deste modo bem simples.

Hoje em dia também usa-se para adicionar sabor a molhos (sobretudo o bolonhesa e molhos de carne) e, por que não, até na pizza (veja na foto acima)!

Ainda, o nduja está presente em muitas entradas, como ovos recheados, e seu sabor picante e intenso também é a base de muitos saborosos primeiro e segundo pratos de restaurantes estrelados.

No entanto, minha receita favorita é a das massas com ‘nduja: você só precisa tirar a pele do salame (um pedaço pequeno, para não ficar muito forte), refogar numa panela com bastante cebola e adicionar molho de tomate.

Enfim, se para temperar o macarrão e será um prato fantástico. O único limite real é a sua imaginação!

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Então, você já provou este salame típico da Calábria? Conta pra gente nos comentários!

 

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