Isola Bella: a charmosa reserva natural de Taormina


Ao chegar a Taormina, vindo da estação ou de Giardini Naxos, a um certo ponto, entre uma curva da estrada e outra, avista-se uma ilhota que se destaca em meio a um marzão azul. É Isola Bella, a ilhota que dá o nome a uma das praias de Taormina.

Sem dúvida, Isola Bella atiça a nossa curiosidade porque a gente vê uma ilhota repleta de vegetação e com uma casa no topo. Não tem como não se perguntar se ali vivia alguém, por que uma pessoa construiria uma casa ali, se é possível visitar, etc. Assim, com este texto vou tentar matar a sua curiosidade, mas já adianto uma coisa: sim, é possível entrar na Isola Bella e visitá-la!

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Isola Bella fica dentro da baía do mesmo nome, delimitada pelo promontório de Sant’Andrea ao norte e Capo Taormina ao sul. Além disso, a ilhota, de pouco menos de 8.000 m², é unida ao continente por uma pequena faixa de areia que, dependendo da maré, pode ficar submersa.

Um pouquinho da história de Isola Bella

Os primeiros documentos de Isola Bella datam de 1806, quando o rei das Duas Sicílias, Ferdinando I de Bourbon, doou a ilhota à cidade de Taormina. Por volta de 1890, foi comprada por uma rica nobre inglesa, Lady Florence Trevelyan, por um valor de 14 mil liras (que hoje equivaleriam a cerca de 60 mil euros. Uma pechincha).

Lady Florence Trevelyan era uma parente próxima da rainha Vitoria da Inglaterra. Ela ficou órfã ainda muito jovem e a rainha Vitoria cuidou dela, transmitindo à moça seu amor pelo botânica e pelos pássaros. No entanto, dizem as más línguas que Florence teve um romance proibido com o filho da rainha, o futuro rei Eduardo VII e, aos 27 anos, ela teve que ser mandada para bem longe da Inglaterra.

Foi assim que Florence começou a viajar pelo mundo inteiro. Posteriormente, ela se estabeleceu em Taormina, onde se casou e foi responsável pelo embelezamento de dois lugares, que hoje são grandes pontos turísticos da cidade: o jardim público e Isola Bella.

Isola Bella, um verdadeiro jardim tropical

Praticamente um jardim flutuante

Depois que Florence comprou Isola Bella, mandou plantar na ilha plantas tropicais. Dessa forma, elas se misturaram com a vegetação mediterrânea presente na ilha, formando um cenário único no mundo de hoje: uma ilha-jardim cercada por águas azul-turquesa. Certamente dá para imaginar Florence passando as tardes em Isola Bella, cuidando de suas plantas, ou tomando um chá enquanto admirava aquela paisagem deslumbrante!

Além de flores silvestres, Florence cuidava de belas buganvílias, calêndulas, papoulas e flores de hibisco. Há cactos de várias formas e tamanhos, plantas de agave e aloe vera florescente. O jardim também abriga laranjeiras e vários pés de figos da índia.

Florence morreu em 1907 e Isola Bella foi então vendida a uma outra família. No entanto, a ilha ficou abandonada até 1958, quando outra família aristocrática a adquiriu, os Bosurgi, que ali construíram uma casa luxuosa (aquela no topo).

A casa foi cuidadosamente projetada para que ficasse em harmonia com a paisagem natural da ilha e sua vegetação exuberante. Além disso, construíram uma piscina de água salgada e parte da casa tinha piso de vidro, de modo que se pudesse ver o fundo do mar. Incrível, não é?

No entanto, em 1982, com falência de uma empresa da família Bosurgi, Isola Bella foi a leilão e sucessivamente adquirida pelo Governo da Sicília. Em 1984, a ilha foi declarada “patrimônio de interesse histórico e artístico e uma herança da humanidade”. Posteriormente, instituiu-se o Museu Regional dos Bens Naturais e Naturalísticos de Isola Bella. Finalmente, em 1998, instituiu-se também a Reserva Natural.

Vale a pena visitar o Museu só para dar de cara com essas molduras naturais maravilhosas!

Como visitar Isola Bella

O Museu de Isola Bella faz parte do Parque Arqueológico de Naxos, que também abriga o Teatro Grego de Taormina e a Área Arqueológica de Giardini Naxos, outros símbolos indispensáveis ​​do patrimônio artístico e turístico desta região.

Para chegar a Isola Bella, basta seguir a pé pela faixa de areia que a conecta ao continente.No entanto, espere que a maré esteja baixa, se não quiser se molhar! Pode-se visitar parte da casa, percorrer os corredores de pedra, admirar o mar do outro lado da ilha e imaginar como Florence Trevelyan passava seu tempo ali, mais de 100 anos atrás!

Os corredores de pedra da casa de Isola Bella.

Do terraço dos fundos da casa. Que quintal, heim!

Enfim, é  possível visitar o museu de Isola Bella de terça a domingo, das 9 até 15h no inverno e das 9 às 19h no verão. Os horários podem sofrer alterações de acordo com as condições meteorológicas.  O ingresso custa 4 euros.

IMPORTANTE:

Para entrar nos museus e parques arqueológicos da Itália, é necessário apresentar o Green Pass, isto é, o certificado de vacinação da COVID-19, um certificado de recuperação (menos de 6 meses) ou resultado de RT-PCR/antígeno negativo (máx. 48h). Por outro lado, os visitantes de países que não adotaram o Green Pass podem entrar nos museus e locais de cultura mediante apresentação de certificação equivalente (ou seja, que apresente os mesmos dados do green pass) e que, no caso de vacinação, ateste o uso de uma das vacinas autorizadas na Itália (Pfizer, Moderna, AstraZeneca e Janssen). Além disso, também será necessário mostrar um documento de identidade. Estas medidas valem se aplicam a todas as pessoas com idade a partir de 12 anos.

Como chegar a Isola Bella

De teleférico: Se você estiver hospedado na parte alta de Taormina, a Funivia Taormina-Mazzarò irá levá-lo a Isola Bella em apenas 5 minutos. A estação do teleférico fica na Via Luigi Pirandello. O teleférico funciona a cada 15 minutos, das 7h45 às 20h (no verão funciona até 1h da manhã).

O bilhete custa € 3 (para não ter que comprar duas vezes, você pode já comprar o bilhete de ida e volta, pagando 6 euros.

A pé: Se você tem medo de descer de teleférico, ou este está quebrado (acontece, heim!), ou ainda está só com vontade de descer a pé despenhadeiro abaixo, a partir do Belvedere, o mirante da Via Pirandello, há uma trilha que leva até a praia.

Prepare-se para descer muuuuitos degraus até a praia!

Patricia Kalil

Meu nome é Patricia Kalil, sou de Salvador e moro na Sicília desde 2007. Sou autora, editora, webmaster, analista de mídias sociais e gerente de SEO do Descobrindo a Sicília. Faço de tudo por aqui!

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