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Roteiro de carro na Sicília dando a volta na ilha

Roteiro de carro na Sicília: dando a volta na ilha em 13 dias

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Já pensou em dar a volta na Sicília? Adriana e Junior, dois leitores do blog, fizeram um roteiro de carro dando uma volta na ilha em 13 dias. Eles percorreram cerca de 1000km e contornaram a Sicília no sentido anti-horário. Uma viagem intensa e inspiradora, durante a qual eles aproveitaram o que essa ilha tem de melhor!

 

Dando a volta na Sicília de carro: o roteiro de Adriana e Júnior

Esta foi nossa 3ª viagem à Itália e decidimos incluir a Sicília no roteiro após conhecer a página “Descobrindo a Sicília”, da Patrícia Kalil, que contém posts bem detalhados, com as principais informações sobre tudo que se refere à ilha.

Meu marido e eu gostamos de viajar de carro, pois temos mais liberdade para conhecer locais, parar e apreciar as vistas, tirar fotos, sem horários e restrição de tempo. Não havia nenhum roteiro na página que contemplasse um giro completo pela ilha, de carro, razão pela qual compartilhamos nossa experiência de 14 dias, a partir da Costa Amalfitana.

 

1º Dia

No início de junho, após três semanas na Toscana, tomamos a A1 e A3 em direção à Sicília, com um pernoite em Positano, na Costa Amalfitana, lugar que gostamos de revisitar em todas as oportunidades. Ficamos hospedados no hotel “Villa Rosa”, muito charmoso, com fácil acesso ao comércio, bares e restaurantes. Um jantar bem romântico no Restaurante San Pietro marcou nossa passagem pela cidade.

Adriana e Junior

Adriana e Junior

2º Dia

A viagem em direção ao Sul nos permitiu observar as mudanças na paisagem e na arquitetura, apreciando belas vistas do mar até Villa San Giovanni, na Calábria, local de embarque no ferryboat com destino a Messina, porta de entrada da Sicília para quem viaja de carro. Como os dias nessa época do ano escurecem tarde, ainda pudemos conhecer Milazzo, nosso primeiro destino, seu centro histórico, Castello e Duomo. Não é uma cidade de muito interesse turístico, mas um excelente ponto para iniciar o passeio pelas Ilhas Eólias, nosso destino do dia seguinte.

Milazzo - Foto: Adriana Ferreira

Milazzo – Foto: Adriana Ferreira

O Hotel La Bússola, quase em frente ao porto (5 minutos de caminhada) foi uma boa escolha. À noite, saboreamos deliciosos pescados no restaurante Gambero Rosso, com excelente serviço.

 

3º Dia

Às 8:30 embarcamos no Minicruzeiro (bilhetes adquiridos antecipadamente em www.navisal.com) . Neste dia, uma quarta-feira, só havia disponibilidade do roteiro que visita Lipari e Vulcano. O barco é muito confortável, com amplo deck superior, aberto, de onde pudemos apreciar as lindas vistas do arquipélago e do Etna.

A primeira parada foi em Lipari, onde alugamos uma scooter logo no desembarque e fizemos um giro de uma hora pela ilha. Esta foi a forma mais fácil e prática de conhecer todos os pontos de interesse, e valeu cada minuto.

Em Vulcano só sentimos o incômodo cheiro de enxofre, tão falado em posts sobre o local, próximo às piscinas para banhos de lama. Almoçamos no La Forgia Maurízio, restaurante muito simples, mas com comida deliciosa e atendimento super simpático do proprietário.

Banho de lama em Vulcano - Foto: Adriana Ferreira

Banho de lama em Vulcano – Foto: Adriana Ferreira

Ao fim do cruzeiro seguimos em direção a Cefalù. Chegamos às 19h, ainda com sol, mas foi bastante difícil encontrar nosso hotel. Ficamos no Palazzo Raho B&B, localizado em zona de tráfego limitado, que disponibiliza traslado de um estacionamento indicado, mas somente até às 18h. Depois de muito rodar, encontramos um estacionamento público, pago, na via Lungomare, distante uns 10 minutos de caminhada do nosso destino. Não temos o hábito de ficar em B&B, mas este revelou-se uma ótima experiência.

Jantamos no Restaurante Duomo, bem básico, na praça com o mesmo nome.

 

4º DIA

A parte da manhã foi destinada a conhecer Cefalù, cidade encantadora, com ruelas repletas de lojinhas, bares e restaurantes. Foi neste momento que entendemos o que era o tal Siroco, mencionado pelo Maurizio no dia anterior. É um vento que sopra do deserto do Saara que, de tão quente, queima a pele mesmo à sombra; o calor, de 44ºC, era simplesmente insuportável. Esta condição climática nos impediu de escalar a Rocca, que prometia uma vista incrível da cidade. Nos contentamos em curtir tudo de baixo mesmo, com destaque para a Porta Pescara (acesso à praia), Catedral, Centro Histórico (Corso Ruggero) e Lavatoio. Meio dia de passeio foi suficiente.

Catedral de Cefalù - Foto: Adriana Ferreira

Catedral de Cefalù – Foto: Adriana Ferreira

Nossa programação era seguir para Palermo logo após o almoço, mas um incêndio de grandes proporções entre as duas cidades atrasou nossa saída. Chegamos ao destino no final da tarde e fomos direto a Mondello conhecer a praia preferida dos Palermitanos. Confesso que não é bem o estilo de praia ao qual estamos acostumados. Os lidos são cercados ostensivamente e dá a impressão de que você está preso em um curralzinho, sem a liberdade das barracas de praia do Brasil. Poucos corredores entre eles dão acesso ao mar e são ocupados por quem não quer pagar por cadeiras e guarda sol.

Mondello - Foto: Adriana Ferreira

Mondello – Foto: Adriana Ferreira

Hospedamos no Artemisia Palace Hotel, um 4 estrelas muito bem localizado, próximo a diversos bares e restaurantes e com fácil acesso aos pontos turísticos da cidade. Jantamos muito bem no Restaurante Sapori Perduti, bem próximo ao hotel, com ambiente agradável, mesas do lado de fora, boa comida e bom atendimento.

 

5º DIA

Palermo é linda e, com boa disposição para andar, em um dia pode-se fazer um tour completo pelos principais pontos de interesse. Iniciamos com um Citisightseeing hop on/hop off, de aproximadamente 90 minutos, cuja parada principal fica em frente à Piazza Politeama, a 100 metros do hotel. Depois, refizemos o percurso praticamente todo a pé. Quando a caminhada cansava, pegávamos o ônibus como meio de transporte entre as atrações.

Teatro Politeama em Palermo

Teatro Politeama em Palermo – Foto: Adriana Ferreira

Encerramos a jornada saboreando nosso primeiro “arancine”, um bolinho de arroz delicioso, típico da Sicília. O melhor que comemos em toda a viagem, neste caso recheado de linguiça com vinho tinto, foi aqui em Palermo, no Arancine D’autore Ke Palle, que fica bem em frente ao Teatro Politeama e o Ponto do Citisightseeing.

KePalle Arancine d'Autore - Foto: Adriana Ferreira

KePalle Arancine d’Autore – Foto: Adriana Ferreira

Seguindo dicas dos posts, jantamos no Restaurante Klikó, que fica bem ao lado do hotel, a uns 100m, na Via Roma. Uma experiência fantástica, marca inesquecível da hospitalidade e simpatia dos sicilianos. A comida é bem feita, o preço é justo e nos sentimos em casa, entre amigos.

 

6º DIA

A caminho de Trapani fizemos diversas paradas. Primeiro para conhecer a Catedral de Monreale, que fica a 13km de Palermo. Seus mosaicos dourados são maravilhosos e qualquer descrição não fará jus à sua beleza.

Depois seguimos em direção a Castellammare del Golfo, sempre pela via costeira, para apreciarmos as vistas.

Vista panorâmica de Castellammare del Golfo - Foto: Adriana Ferreira

Vista panorâmica de Castellammare del Golfo – Foto: Adriana Ferreira

Saímos um pouco da rota para conhecer Tonnara di Scopello. A vista das pedras que emergem do Mediterrâneo é linda, mas não supera outras já apreciadas, por exemplo, em Lipari.

Tonnara di Scopello - Foto: Adriana Ferreira

Tonnara di Scopello – Foto: Adriana Ferreira

Nosso próximo destino, San Vito lo Capo, nos pareceu ser a praia siciliana com a estrutura que mais se assemelha à das brasileiras. A cidade é típica de veraneio, com muitos bares e restaurantes à beira mar, areias brancas e finas, mar azul e muita gente bonita. Há guarda sol e cadeiras para aluguel, sem os lidos cercados. Almoçamos no A Lampara, delicioso peixe e frutos do mar super frescos e saborosos. Bem praiano.

A vantagem de viajar de carro é poder parar e apreciar toda a beleza do nosso percurso, como foi o caso da Spiaggia del Bue Marino, entre San Vito e Trapani.

Spiaggia (praia) del Bue Marino em San Vito Lo Capo - Foto: Adriana Ferreira

Spiaggia (praia) del Bue Marino em San Vito Lo Capo – Foto: Adriana Ferreira

Em Trapani nos hospedamos no Hotel Residence la Gancia, com vistas maravilhosas a partir do quarto e do restaurante, além de ótima localização, apesar de ser um pouco difícil de achar, pois fica em área de tráfego limitado e o GPS indica ruas exclusivas para pedestres. A cidade é vibrante e nos conquistou. Era um sábado à noite e famílias inteiras com crianças e muitos jovens circulavam pelas ruas do centro até tarde, lotando restaurantes e bares, alguns com música ao vivo. Foi uma bela surpresa, pois esta cidade não costuma ter destaque nos roteiros turísticos tradicionais. Vale muito conhecer.

Piazza del Pesce em Trapani, vista do Residence La Gancia - Foto: Adriana Ferreira

Piazza del Pesce em Trapani, vista do Residence La Gancia – Foto: Adriana Ferreira

7º DIA

Aproveitamos a linda manhã de sol para ir a Erice, um lugarejo encantador, no alto de uma colina, que acessamos por meio do funicular – FUNIVIA TRAPANI-ERICE. A cidadezinha é cheia de ruelas com um calçamento bem peculiar, construções muito antigas e, como não podia faltar, diversas lojinhas de souvenires, restaurantes e pasticcerie com os doces tradicionais da Sicília. Imperdível.

Castello di Venere em Erice - Foto: Adriana Ferreira

Castello di Venere em Erice – Foto: Adriana Ferreira

Após o almoço demos uma esticada e fomos conhecer Marsala, famosa por seu vinho de sobremesa. A cidade tem um centro histórico murado e foi também uma agradável surpresa, mesmo não sendo possível conhecer o sítio arqueológico, fechado para visitação e com aspecto de abandono.

Marsala - Foto: Adriana Ferreira

Marsala – Foto: Adriana Ferreira

Para retornar a Trapani, seguimos pela Via dei Mulini e Saline, que, como o nome indica, passa pelas salinas e seus moinhos. Não fizemos visita interna, pois queríamos curtir mais um pouco a agitação daquela cidade.

Moinho e salinas da Via del Sale em Trapani - Foto: Adriana Ferreira

Moinho e salinas da Via del Sale em Trapani – Foto: Adriana Ferreira

Encerramos nossa visita a Trapani com um tour noturno pelo centro histórico e um jantar romântico no Restaurante Tentazione di Gusto. Culinária siciliana excelente e boa carta de vinhos, em ambiente super agradável.

 

8º DIA

Destinado a apreciar o registro arquitetônico da ocupação da Sicília pelos gregos, principalmente nos séculos V e IV a.c. Dia de longas caminhadas, requerendo roupas leves, sapatos confortáveis, chapéu e muito protetor solar. Começamos pelo Parque Arqueológico de Segesta. Muito bem conservado, com belas vistas do Templo, da Ágora e do Teatro. Optamos por não dedicar muito tempo ao almoço. Sanduiches típicos italianos e o tradicional arancino foram adquiridos em uma lanchonete na entrada do parque.

Teatro Grego de Segesta - Foto: Adriana Ferreira

Teatro Grego de Segesta – Foto: Adriana Ferreira

Próximo destino: Selinunte. Apesar de alguns turistas citarem que o local estava meio descuidado, decidimos conhecer, pois era perto e a oportunidade seria única. Ficamos muito bem impressionados com as construções e belas vistas das ruínas à beira mar. Dos três sítios arqueológicos visitados, este é o único que permite acesso ao interior de um templo.

Interior do Templo de Selinunte - Foto: Adriana Ferreira

Interior do Templo de Selinunte – Foto: Adriana Ferreira

Em Agrigento fomos direto ao Vale dos Templos, para aproveitar a luz do fim de tarde. Valeu a pena, pois as ruínas adquirem um tom dourado avermelhado, deixando ainda mais lindo todo aquele cenário histórico. O passeio durou cerca de 2 horas e às 20h o Vale ainda estava repleto de turistas.

O dia longo nos permitiu visitar as três áreas arqueológicas sem correrias ou estresse. Em Agrigento, ficamos no Villa Athena, e não poderia haver melhor escolha. Situado em local privilegiado, no próprio Vale dos Templos, o hotel é muito charmoso, com atendimento impecável. A vista do Templo de Concórdia durante um jantar à luz de velas no restaurante do hotel encerrou o dia em grande estilo.

Vista do restaurante do Hotel Villa Athena - Foto: Adriana Ferreira

Vista do restaurante do Hotel Villa Athena – Foto: Adriana Ferreira

 

9º DIA

Não poderíamos fazer um giro pela Sicília sem curtir um dia de praia, e esse foi o nosso programa de hoje. Começamos a jornada conhecendo a Scala dei Turchi, distante 13 km de Agrigento. As falésias de rocha calcária branquíssimas tomam conta do cenário e ainda há a belíssima vista do mar azul. Passar algum tempo ali, contemplando a beleza do local, foi mágico.

Scala dei Turchi - Foto: Adriana Ferreira

Scala dei Turchi – Foto: Adriana Ferreira

Almoçamos no restaurante que fica no Lido Scala Dei Turchi, simples, mas com comida gostosa e cerveja bem gelada, padrão brasileiro. Em seguida, sempre margeando o litoral, seguimos em direção às Praias de San Leone. Foi bom conhecer, pois era um lindo dia de sol, mas como as demais praias, nada de excepcional para um banho de mar.

Gostamos tanto do restaurante do Villa Athena que repetimos a escolha na nossa noite de despedida de Agrigento. Acabamos não conhecendo o centro da cidade, mas acho que tomamos a decisão correta, pois o dia à beira mar foi realmente muito agradável.

 

10º DIA

Incursão pelo barroco siciliano. Seguimos em direção a Ragusa, mais precisamente Ragusa Ibla, uma charmosa cidade com construções representativas desse estilo. Chegamos na hora do almoço e fizemos uma refeição rápida na praça em frente ao Duomo. Depois, um tour no trenzinho histórico que faz sua parada na mesma praça. Foi uma forma de conhecer toda a cidade sem precisar fazer longas caminhadas, pois o dia estava bastante quente.

Ragusa Ibla - Foto: Adriana Ferreira

Ragusa Ibla – Foto: Adriana Ferreira

Módica foi o destino seguinte; primeiro pegamos uma via (rota turística) que permite ter uma vista panorâmica da cidade, para depois retornar e passar pelo Corso Umberto, de onde pudemos ver de perto a Catedral de San Giorgio. A cidade tem quase todas suas construções em cor de cimento, muito peculiar.

Vista panorâmica de Modica - Foto: Adriana Ferreira

Vista panorâmica de Modica – Foto: Adriana Ferreira

Estávamos em dúvida quanto a conhecer Scicli, mas a atendente do Centro de Informações Turísticas de Ragusa Ibla disse que seria um destino imperdível. Decidimos seguir a dica, mas, sinceramente, acabamos nos arrependendo. A cidade ficava 10km fora de nossa rota, em uma estradinha estreita e muito sinuosa, e, embora agradável e bem cuidada, não vimos nada que a destacasse quando comparada às demais desta região.

Scicli - Foto: Adriana Ferreira

Scicli – Foto: Adriana Ferreira

Chegamos a Noto, e como já comentado pela Patrícia Kalil, a cidade tem um encanto especial com a luz do por do sol. As construções adquirem um tom avermelhado belíssimo. Percorremos a Via Vittorio Emanuele e a Via Nicolaci, admirando os belos edifícios barrocos. Aproveitamos para tomar um drink em um café com mesinhas na rua de pedestres, cheia de gente bonita fazendo footing. Momentos como este fazem valer a viagem e aumentam nossa paixão pela Itália.

Noto e sua arquitetura - Foto: Adriana Ferreira

Noto e sua arquitetura – Foto: Adriana Ferreira

Chegamos a Siracusa já no início da noite e nos hospedamos no Hotel Livingston, em Ortigia, em um quarto com bela vista para o mar. Optamos por jantar no Restaurante U Taliu, do próprio hotel, que era muito bem avaliado. O serviço foi excelente e a comida saborosíssima.

 

11º DIA

No Mercado de Ortigia, um mergulho nos ingredientes que abastecem os restaurantes da cidade, com direito a um suco de laranja vermelha, delicioso. Em seguida, um giro pela cidade no Citisightseeing – hop on/hop off, que pegamos na parada da Corso Umberto I, logo após a ponte Umbertino. Chegamos à região do Duomo no horário do almoço e optamos pelo Scialai, na via Cavour 25. Os ravioles de cherne com camarões e de lagostim estavam divinos. À tarde, continuamos nossa caminhada pela ilha.

Ortigia, Siracusa - Foto: Adriana Ferreira

Ortigia, Siracusa – Foto: Adriana Ferreira

Mais uma dica imperdível da Patrícia Kalil: aproveitamos a temporada de espetáculos clássicos para assistir à tragédia Fedra, no Teatro Grego de Siracusa. No site Descobrindo a Sicília tem sempre a programação atualizada. Terminamos o dia com a culinária local, no Restaurante Retroscena.

 

12º DIA

Vivemos a emoção de caminhar pelas crateras do Etna. Optamos por fazer a primeira parte do passeio sem contratar serviço de guia ou agência de turismo. A estrada é belíssima e a força do vulcão se faz sentir já no início da subida. Depois de andar pelas primeiras crateras e após um lanche rápido, fizemos o passeio mais radical ao topo, que fica acima de 3.000m de altura, este com serviço de guia incluído. Infelizmente o teleférico não estava funcionando e utilizamos os micro-ônibus 4X4 para turistas. Identificamos facilmente o local para compra de bilhetes e embarque. O passeio foi cheio de emoção, pois baixou uma névoa densa durante a subida e não se via absolutamente nada além dos desfiladeiros ao lado da pista. O motorista mostrou-se realmente um expert no percurso. Permanecemos no topo pouquíssimo tempo, pois era esperada uma tempestade com muitos raios, e segundo o guia não era seguro ficar no local. Mas valeu demais.

Uma das dezenas de crateras do Etna - Foto: Adriana Ferreira

Uma das dezenas de crateras do Etna – Foto: Adriana Ferreira

Fomos direto para Taormina, excluindo Catânia do nosso itinerário por falta de tempo. Chegamos ao Hotel Villa Carlotta ao final da tarde. Uma das hospedagens mais charmosas do nosso passeio: serviço impecável, quarto aconchegante e ótima localização; ideal para casais românticos. Já tínhamos recomendações sobre o restaurante do hotel e na chegada fizemos reserva (obrigatória, pois fica lotado) para nosso jantar. Recomendo as mesas da varanda, se for um dia quente. Não podia deixar a Sicília sem experimentar o famoso cuscuz siciliano. Simplesmente delicioso.

 

13º DIA

Iniciamos nossa jornada com a subida até Castelmola. A estrada sinuosa permite vistas maravilhosas. Fizemos uma breve parada para conhecer a Igreja Madona della Rocca. Um encanto, tão pequenininha que parece uma capela, cravada no meio da rocha e com uma vista maravilhosa.

Madonna della Rocca - Foto: Adriana Ferreira

Madonna della Rocca – Foto: Adriana Ferreira

Castelmola nos encantou e seguindo mais uma dica da Patrícia, fomos conhecer o Bar Turrisi. Impressionante a criatividade no uso do pênis como decoração principal do local, do cardápio ao lustre, dos abajures às maçanetas e torneiras do banheiro. Muito pitoresco.

Seguimos para Giardini Naxos, citada como uma das melhores praias da região. O lugar é lindo e repleto de lidos. Escolhemos o La Romantica, muito bem frequentado, mas consideramos o serviço apenas razoável. Não podíamos deixar de ir a Isola Bella, passeio realmente obrigatório. Requer sapatilhas para andar sobre as pedrinhas e ir até a ilha pela estreita faixa de areia. Água muito azul, porém gelada.

No início da noite passeamos pelo Jardim Público da cidade e fizemos um tour pelo Corso Umberto, da Porta Messina à Porta Catânia, para vivenciar a energia e vibração da cidade. Diversos bares, restaurantes, lojinhas de souvenir e muitas pasticeries com os deliciosos canoles. Nosso jantar de despedida foi no Restaurante Cinque Archi, em uma mesa estrategicamente localizada no primeiro arco, com uma bela vista da Praça Duomo. Era sábado e a cidade fervia, com muita gente bonita e música ao vivo bem executada.

 

14º DIA

Antes de partir fomos conhecer o Teatro Grego de Taormina. Para nós, o mais bonito da Sicília. Além de muito bem conservado, proporciona uma linda vista do mar. Infelizmente não assistimos a nenhum espetáculo, mas encerrar o giro pela Sicília ali foi coroar a nossa viagem com imagens de tirar o fôlego. Taormina é mesmo a cereja do bolo da Sicília.

Teatro Grego de Taormina - Foto: Adriana Ferreira

Teatro Grego de Taormina – Foto: Adriana Ferreira

Infelizmente, o que é bom dura pouco. Após rodarmos pouco mais de 1.000km, ao longo de praticamente toda a costa, deixamos a Sicília com um grande aperto no coração e um desejo enorme de voltar.

Ficarão para sempre em nossa lembrança o afeto dos sicilianos, as paisagens deslumbrantes, a arquitetura e os monumentos tão expressivos de diferentes épocas, estilos e culturas, a comida excepcional, os vinhos que degustamos – tintos e brancos, maravilhosos.

Roteiro de carro na Sicília dando a volta na ilha

O percurso realizado por Adriana e Junior

***

Dar a volta na Sicília exige muitas horas de estrada e muita disposição para dirigir. Espero que o roteiro da Adriana e do Júnior possa ajudar a quem estiver planejando uma viagem de carro pela ilha. Eles conseguiram aproveitar ao máximo cada dia e certamente esta viagem deve ter rendido muitas histórias! – Patricia

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30 Comentários

  1. Olá Patrícia! Pretendo ficar uns 4 ou 5 dias na Sicília no início de fevereiro, chegando por Nápoles.
    Você sugere vir de carro desde Nápoles ou de trem e retirar o carro em alguma cidade já na ilha. Que cidades você indicaria para este período de 4 dias com carro no inverno?
    Obrigado
    Leandro

    • Olá Leandro,

      A minha sugestão é outra: você deixa o carro no aeroporto de Nápoles, vem de avião para a Sicília (Palermo ou Catania, dependendo do seu roteiro) e aqui aluga outro veículo.
      Cinco dias são muito poucos, então meu conselho é que você escolha um “lado” da Sicília para ficar, dependendo do que você quer ver por aqui. Pode ficar em Catania para visitar Taormina, o Etna e Siracusa, ou então ficar em Palermo para ver as localidades no norte da Sicília. Sendo inverno, minha sugestão é que você opte pelo lado leste, com base em Catania, Taormina ou Siracusa.

      Um abraço,

      Patricia

  2. Olá Patrícia

    Muitíssimo obrigado pelas suas respostas e comentários.
    Certamente terei mais algumas dúvidas no planejamento da viagem.
    Mais uma vez, parabéns pelo seu excelente blog.

    Abraço

    Leonardo

  3. Olá Patrícia

    Estamos planejando o roteiro da viagem à Sicília de 09 a 22.10.2017 e tenho algumas dúvidas.
    Ficaremos 13 noites, chegando em Catânia, saindo por Palermo, fazendo o trajeto de carro.
    Nosso foco são os lugares históricos.
    A partir de informações de amigos e do seu excelente blog fizemos a seguinte distribuição:
    Catânia: 2 noites, Taormina: 2 noites com excursão ao Etna, Siracusa: 3 noites, com ida à Noto e Piazza Armerina, Agrigento: 2 noites e Palermo: 4 noites com ida à Monreale.
    Dúvidas:
    1. A Distribuição está adequada ?
    2. Entendo que o trajeto Siracusa – Piazza Armerina – Agrigento é melhor que Taormina – Piazza Armerina – Siracusa.
    3. Deveria incluir Erice no percurso de Agrigento para Palermo e visitar Monreale a partir de Palermo ?
    Planejei conhecer Monreale no percurso Agrigento – Palermo e deixar 3 dias completos para esta cidade que Vc elogia.
    Outros comentários/sugestões serão muito bem-vindos.
    Parabéns pelo seu blog que é bem completo, com riqueza de informações.
    Agradeço antecipadamente pela sua atenção.

    Leonardo Souza

    • Olá Leonardo,

      Antes de tudo, obrigada por postar suas perguntas aqui. Tenho certeza que serão úteis a muita gente com dúvidas semelhantes. Aqui vão as minhas respostas:

      1. A Distribuição está adequada ?
      R: Sim

      2. Entendo que o trajeto Siracusa – Piazza Armerina – Agrigento é melhor que Taormina – Piazza Armerina – Siracusa.
      R: Exatamente. Não teria o menor sentido fazer Taormina – Piazza Armerina – Siracusa, seria um desvio muito grande.

      3. Deveria incluir Erice no percurso de Agrigento para Palermo e visitar Monreale a partir de Palermo?
      R: Não! Te aconselho a pegar a estrada que liga diretamente Agrigento a Palermo e, em um dos dias que você estiver em Palermo, você pode fazer um passeio tipo Erice e Segesta (um clássico).

      Essa não era uma pergunta, mas comentarei: “Planejei conhecer Monreale no percurso Agrigento – Palermo e deixar 3 dias completos para esta cidade que Vc elogia.”
      Minha opinião: Você pode ir de Agrigento diretamente ao seu hotel em Palermo, faz o check in, depois vai a Monreale, que fica a pouquíssimos km do centro de Palermo ou então deixa para ir no outro dia. É um passeio curtinho.

      Espero ter ajudado e se tiver mais dúvidas é só postar aqui que eu respondo com prazer!

      Um abraço,

      Patricia

  4. Oi Patrícia, estamos nos programando para uma viagem à Sicilia em outubro próximo. Gostei muito das dicas do programa de 14 dias da Adriana, só gostaria de saber em que época foi realizado. Também não temos tanto tempo, apenas 8 dias e pensamos aproveitá-los assim:
    dia 1 – chegada a Palermo por avião, aluguel de auto e estada de 3 dias para correr a região via suas sugestões;
    dia 4 – Palermo a Catânia: estada de 2 dias para curtir suas sugestões;
    dia 6 – Catânia a Taormina: estada de 2 dias, agradeço sugestões;
    dia 8 – Taormina ao aeroporto de Catânia, entrega do auto e viagem para Roma
    Dicas de hotéis e restaurantes também serão bem vindas.
    Obrigado por sua atenção e aguardo notícias.
    Sergio Gagliardi

    • Olá Sergio,

      A Adriana fez esta viagem no mês de junho de 2016. Seu roteiro tá muito bom, bem dividido. Uma alternativa, se preferir ficar em uma cidade menor ao invés de Catania, é Siracusa.

      Em relação aos hotéis, aqui no blog tem várias dicas https://descobrindoasicilia.com/hoteis-na-sicilia/, mas se você me disser que tipo de hotel procura, posso dar dicas mais específicas.

      Um abraço,

      Patricia

  5. Olá Patrícia! Muito bom o seu blog, parabéns!

    Somo um casal e estamos planejando nossa viagem à Sicília. Gostamos de ficar em bons hotéis boutique, mas não gostamos de ficar muito no pinga-pinga.

    Já emitimos as passagens, chegamos 2/9 e partimos 17/09, ambos pela Catânia. Portanto, ficaremos 15 noites na Sicília. Pelo que lemos no seu blog, decidimos alugar um carro.

    Pensamos no seguinte roteiro:
    Siracusa – 4 noites (base para visitar Ragusa, Noto, Modica e Sicília barroca)
    Agrigento – 1 noite (vale mesmo a pena, ou é melhor bate e volta de Palermo?)
    Favignana – 2 noites
    Palermo – 3 noites (base para San Vito lo Capo, Trapani, etc)
    Ilhas Eólias (Lipari, Salina ou Panarea) : 2 noites
    Taormina – 3 noites

    Patrícia, mesmo “secando o roteiro”, ainda assim será um pinga-pinga danado. Para dar um exemplo, para fazer a Toscana ficamos 8 noites em Siena e achamos ótimo.

    Minhas principais questões são:
    Nas ilhas, pensamos em Favignana (2 noites) e Ilhas Eólias (2 noites). Vale a pena ver as duas? Ou valeria mais a pena “podar” uma delas e distribuir melhor as estadias?
    Li que Panarea já morreu em setembro. É verdade?
    Pode-se deixar o carro num estacionamento seguro para ir às ilhas?

    Grande abraço,

    Arnaldo

    • Olá Arnaldo,

      Eu diria que é quase impossível não fazer um pinga pinga aqui na Sicília! A ilha é muito grande e se for para ficar em um lugar só, não dá para aproveitar como se deve.

      Bem, não sei se tem muito sentido você ir a Trapani a partir de Palermo, visto que você pretende ficas duas noites em Favignana. Para ir a Favignana é obrigatório ir a Trapani, então seria melhor você visitar a cidade antes de embarcar para a ilha, não é mesmo?

      Em relação a dormir ou não em Agrigento, isso depende. Se a sua intenção é somente visitar o Vale dos Templos, pode até fazer só um bate e volta de Palermo, por que é viável (2h de viagem). Mas se você quiser também aproveitar um pouco mais a cidade e não ter que encarar a estrada do retorno depois do passeio cansativo no Vale, então é melhor dormir por lá. (Em Agrigento tem um lindo hotel 4 estrelas de frente para os templos, o Villa Athena – https://www.booking.com/hotel/it/villa-athena.html?aid=393726!)

      Quanto às ilhas, eu sinceramente acho que Favignana vale muito a pena. As Eólias também, mas o problema é que, sendo mais ilhas, inclusive distantes uma da outra, 2 noites acaba sendo pouco e você teria mesmo que escolher só uma. Panarea é a ilha vip, a mais luxuosa, perfeita para um descanso. Não é verdade que ela já morreu em setembro, inclusive um ótimo período para visitá-la, sem a muvuca de agosto! Digamos que a “vida” de Panarea termina em outubro rsrs.

      Sim, nas proximidades do porto de Trapani há vários estacionamentos particulares onde é possível deixar o carro antes de ir a Favignana. Eu mesma tive que deixá-lo ano passado, quando fui a Favignana no verão. Preferi não embarcar o carro e circular na ilha de bicicleta. Tem um estacionamento-garagem na Via Trento (veja no mapa https://goo.gl/maps/TXppZDkHP652) e o valor é de cerca 12 euros por dia (pelo menos era esse o valor no ano passado). De lá até o porto são cerca de 600m de distância, pertinho. Também há opções de estacionamento-garagem em Milazzo, proximo ao porto de embarque para as Eolias.

      Espero ter ajudado!

      Um abraço,

      Patricia

  6. Difícil encontrar alguém tão disponível para informações como você, Patrícia, parabéns. Pergunto: há estacionamentos públicos nas principais cidades (Taormina p. ex)? São gratuitos?

    • Oi Anibal,

      Esse é um trabalho que faço com grande carinho, por isso estou sempre disposta a ajudar quem precisa de informações :).

      Quando eu escrevo sobre as cidades, geralmente tem um tópico “como chegar” e ali dou dicar de onde estacionar. Em todas as cidades há estacionamento público, mas gratuito… aí vai depender do lugar. Em Taormina, por exemplo, nada é grátis. Aliás, se você pretende se hospedar ali te aconselho a procurar um hotel que disponha de estacionamento ou que tenha convênio com um dos estacionamentos-garagem da cidade.

      Em Palermo e Catania também te aconselho a procurar hotel com estacionamento. Já nas cidades menores, geralmente há espaços destinados ao estacionamento com faixas brancas (grátis) ou azuis (pagas). Normalmente próximo às faixas azuis há uma maquininha que emite os tickets ou então um bar tabacchi ou banca de revista que vende os tickets do estacionamento.

      Espero ter ajudado!

      Um abraço,

      Patricia

  7. Oi, Patricia, só com seu blog mesmo para juntar informações para o roteiro na Sicília. Parabéns!
    Minha dúvida agora é em relação a pedágio e estradas. Vou alugar o carro com GPS mas tb levo o roteiro impresso. Vc gosta do ViaMichelin ou prefere Googlemaps ou Roma 2rio?
    E como funciona pedágio por aí?
    Obrigada de novo e bjs

    • Olá Vania,

      Eu pessoalmente uso o Google Maps mesmo, portanto não sei te dar uma opinião sobre os outros dois. Poucas vezes tive problemas com ele (só uma vez que me mandou ir pelo meio de uma estrada rural que tava fechada, aí tive que voltar), mas foi 1 em 100, então dá pra confiar.

      Em relação ao pedágio, só há em duas estradas da Sicília: a autoestrada Palermo-Messina e na Messina-Catania.Para você ter uma ideia,o pedágio de Catania a Taormina custa 1,70, por exemplo, não é muito. Você pode calcular o valor do pedágio nos trechos que irá percorrer aqui neste site: http://www.autostrade.it/autostrade-gis/percorso.do (preencha os dados na barra lateral esquerda).

      Beijos,

      Patricia

  8. Patrícia,
    antes de mais nada, gostaria de agradecer pelo cuidado, atenção e tempo que você despende conosco no seu blog.
    O primeiro objetivo da nossa viagem é tentar localizar, em ROSSANO, a certidão de nascimento do bisavô da minha esposa.
    Assim, pretendemos chegar por LAMEZIA TERME em 04.05.17.
    O retorno o BRASIL sai também de LAMEZIA TERME no dia 30.05.17.
    Pegar um carro, obter a tal certidão em ROSSANO e, depois, nos dirigir para Sicília. Talvez, gastaríamos uns 2/3 dias nisso.
    O restante do tempo (uns 23/24 dias), ficaríamos na Sicília!
    É muito??
    A ampliação do roteiro nesta postagem (de 13 dias) seria desnecessário?
    Cansativo?
    Você ou a Adriana poderia dar uns pitacos?
    Grato.

  9. Oi, Patricia, a cada dia surgem mais dúvidas e só penso em vc… Estou pensando em hospedagem em Palermo e Taormina para não ficar com bagagem no carro, mesmo tendo que rodar mais.
    1º chegada Palermo (manhã)
    2º Monreale e atrações Palermo; pego o carro
    3º Segesta/ Trapani/ Erice
    4º Agrigento/ Vale dos Templos e, na volta, parada na Scala dei Turchi (concorda?)
    5º de Palermo para Taormina (hospedagem), conhecer Taormina
    6º Siracusa
    7º Piazza Armerina, na volta mais Taormina
    8º Etna (ainda não sei como, podemos subir de carro sem correntes até onde? pegar van?…) Passar a noite em Catânia, hotel no aeroporto
    9º voo para Roma

    Sugestões, please…Acrescenta ou corta o que?????
    * tirei Ragusa como vc sugeriu
    * fácil chegar em Erice pela estrada já que não tem teleférico?
    * no 3º dia, qual a melhor sequência? 1º Erice? Vou sair muiiito cedinho de Palermo

    • Oi Vania,

      Ok a parte de Palermo, mas no terceiro dia tô achando muita coisa para um dia só. Considere que escurece já às 17h, então não daria pra ver nada de Trapani. Seria melhor você fazer ou Trapani-Erice ou Erice-Segesta. Na minha opinião a primeira opção seria melhor, uma vez que você já irá ao Vale dos Templos. Quer dizer, a menos que você seja uma pessoa apaixonada por arqueologia ou especializada no assunto, aí vale a pena ver os dois sítios arqueológicos.

      Sobre o Etna, não tem como saber se e quando serão necessárias as correntes. Depende da temperatura no dia! Se caiu neve, se não caiu… O certo é você ter as correntes a bordo do carro e montá-las em casa de emergência. Não é algo opcional, é questão de prudência mesmo, se houver gelo na pista e vocês não estiverem com nada, é muito perigoso. Mas quando há neve e se torna obrigatorio a montagem das correntes, fica um carro da polícia parando todo mundo e obrigando a montar. Então no dia você pode tentar ir até onde for possível (sempre endereçada ao Rifugio Sapienza). Já te expliquei a questão das vans.

      É fácil chegar a Erice de carro, só tem uma estrada (tem uma vista linda).

      Um abraço,

      Patricia

  10. Olá Patrícia
    Seu blog é ótimo e tenho “estudado” bastante nossa viagem para a Sicília, que será em maio /17.
    Temos 13 dias completos, chegando por Palermo. Gostei muito do roteiro acima e me inspirei …
    Na sua opinião quais deveriam ser as cidades base para bate -volta ?
    Quantos dias em cada uma?
    Palermo, Trapani com Erice/Marsala, Agrigento, Siracusa, Noto, Taormina Catânia e retorno pelo norte passando por Cefalu.
    É muito ? Alguma dica?
    Muito obrigada
    Rachel

    • Olá Rachel,

      Que bom que gosta do blog!

      Vou citar aqui os dias que eu considero o ideal, dentro do período de 13 dias, para passar em casa lugar:

      Palermo: 2 ou 3 dias (2 se quiser aproveitar um dia para ir a Cefalu)
      Trapani: 3 dias (porque você vai visitar Erice e Marsala)
      Agrigento: 1 ou 2 dias (2 se for visitar Scala dei Turchi)
      Siracusa: 2 ou 3 dias (com visita a Noto)
      Taormina ou Catania (você escolhe entre uma e outra): o restante (3 dias?). Se vc ficar em Taormina pode fazer um passeio a Catania e vice-versa. Taormina é mais cenográfica, com lindas paisagens, já Catania é mais barata.

      A dica que posso dar é que se você for a Cefalù a partir de Palermo, na volta pegue a autoestrada Catania-Palermo. É melhor. Neste caso, se quiser fazer umas comprinhas pode parar no Sicilia Outlet.

      13 dias não são muitos não. Aliás, são até poucos considerando os lugares que você quer visitar!

      Um abraço,

      Patricia

  11. O roteiro é espetacular. Gostaria de toma-lo como modelo para uma próxima viagem. Tenho que por o pé
    no chão antes de qualquer decisão, e por essa razão pergunto: Tomando uma media de gastos, qual seria o custo da viagem. Desculpe pela pergunta.

    • Olá Orlando!

      Os custos podem variar bastante e dependem muito do estilo de viagem que você quer fazer e do período (alta ou baixa temporada). Geralmente deve-se considerar uma média de 50 euros para gastos diários, no mínimo (alimentação, ingressos, etc), sem contar hospedagem, passagens e locação do veículo. Quanto ao aluguel do carro e as reservas dos hotéis, você pode ir fazendo simulação no site da RentalCars (veja aqui) e do Booking (veja aqui). Mas antes de tudo você tem que estipular um roteiro e saber quais cidades irá visitar e onde pretende dormir.

      Um abraço,

      Patricia

  12. Então vou continuar: Trapani/ Erice, ok. Mas Marsala ou Segesta???? Não dá para fazer tudo, né?

    • Então, se você sair bem cedo de Palermo, Segesta cabe. Apertado, mas cabe, porque fica no meio do caminho. O passeio em Erice dura umas 2/3h. Depois à tarde você pode aproveitar para ver Trapani. Mas Marsala… à noite? srsrs.
      Ah, se no dia seguinte você partir cedo, dá para parar em Marsala, chegando em Agrigento à tarde. Mas aí tira o tempo de Scala dei Turchi… Vc tem que escolher! rsrs

  13. Oi, Patricia, vc me perdoa se eu perguntar mais? Só com suas dicas pra montar esse roteiro… Pensei em pegar o carro e ir dormindo nas cidades do caminho mesmo para ganhar tempo. Deixo a mala no hotel de manhã sempre e vamos. Mas quero sempre sua opinião.
    Chego de avião em Palermo, 2 dias inteiros a pé, incluindo Monreale (vou seguir seu roteiro), pego o carro no 3º dia: Palermo/ Segesta/ trapani (Erice)
    4º Agrigento (Scala dei Turchi) Tirei a Piazza Armerina porque teria que deixar as malas no carro, achei meio perigoso.
    5º Ragusa/ Siracusa
    6º Taormina
    7º excursão Etna (vc acha possível? Sei que estaremos num frio absurdo)
    8º Catânia
    Meu voo para Roma sai de Catânia no 9º dia. Devo incluir ou excluir algum lugar? Conselhos, please
    Muiiiiiiiito obrigada!!!!!

    • Oi Vania!

      Agora sem Piazza Armerina seu roteiro tá muito mais viável. A única mudança que eu faria seria tirar Ragusa, porque acaba tomando tempo do passeio em Siracusa. As duas merecem, são lindas, mas em Siracusa há mais coisas para ver. Se você não se importar em só dar uma volta rápida como fez o casal do roteiro acima, então deixa assim. É cansativo mas viável. Ah, lembro sempre que em janeiro por volta das 17h já está escuro, então leve isso em consideração também.

      Quanto à excursão ao Etna, vai tá muito frio e com neve, mas é um passeio legal desde que se esteja com indumentos adequados para temperaturas negativas. A minha sugestão é que você planeje uma segunda opção para aquele dia caso as condições atmosféricas não permitam a excursão (aproveitar mais um dia em Taormina ou visitar uma vinícola, por exemplo).

      Pode continuar perguntando, tenho o maior prazer em responder!

      Um abraço,

      Patricia

  14. Oi, Patricia. Minha ideia inicial é chegar de avião por Palermo (2 ou 3 dias / Trapani com Erice? / Monreale?), Agrigento (+ Scala dei Turchi?), Piazza Armerina ?, Siracusa, Taormina (2 dias? excurasão pro Etna?) Ainda não decidi onde pernoitar.
    Pretendo chegar dia 11 janeiro e ir para Roma dia 18 fim de tarde
    Você pode dar “pitacos”? Vale a pena alugar carro? Sei que alguns desses só de carro, mas estou com receio das multas e dificuldade em estacionar
    Agradeço desde já

    • Oi Vania!

      Bem, sinceramente acho muita coisa para apenas 7 dias. Mas apertando apertando, acho que você deveria fazer assim:

      – Passe pelo menos dois dias inteiros em Palermo (em meio dia dá para ir a Monreale, eu escrevi um roteiro de 2 dias em Palermo aqui -> http://italiaparabrasileiros.com/sicilia-roteiro-de-2-dias-em-palermo/. Esticando para três dias, dá para fazer um bate e volta a Agrigento. Esticando para quatro, dá um bate e volta para Trapani. Enfim, isso é para dizer que você não precisa necessariamente pernoitar em todas as cidades.

      – Para visitar o Etna, Taormina e Siracusa, você precisará de três dias inteiros. Eu te aconselho a pernoitar em Catania ou em Taormina para fazer estes passeios. Assim você pode voltar para Roma a partir de Catania.

      – Para ir ao leste da Sicília, tente fazer com que essa viagem não coincida com sua estadia em Trapani, pois seria complicado ir de transporte público de Trapani a Taormina ou a Siracusa. Não tem transporte direto e você gastaria um dia inteiro no deslocamento.

      – Scala dei Turchi e Piazza Armerina só de carro mesmo, mas visto seu roteiro curtinho, temo que não daria tempo de visitar esses lugares sem abdicar de outros. Ah, lembrei que existe uma excursão em grupo com saída de Taormina para Agrigento e a Villa del Casale, essa aqui: https://www.partner.viator.com/pt/16191/tours/Palermo/Full-Day-Tour-to-Villa-Romana-del-Casale-from-Palermo/d4815-6738P11

      Quanto ao carro, para se locomover entre certas cidades da Sicília, poderia agilizar mais a sua viagem. No entanto, saiba que é perfeitamente viável fazer quase todo o seu roteiro sem ter que alugar um, usando transporte público ou comprando excursão.

      Se tiver mais dúvidas, é só perguntar!

      Um abraço,

      Patricia

  15. Vale a pena conhecer Scala dei Turchi no inverno? Acesso só de carro né?

    • Olá Vania,

      Se você já estiver nas redondezas de Scala dei Turchi (em Agrigento, por exemplo) e quiser dar uma passada lá, principalmente em um dia de sol mesmo no inverno, vale a pena. No entanto, se você tiver que se deslocar de outra área da Sicília, percorrer muitos quilômetros só para isso, eu diria que não.
      Sim, o acesso infelizmente só é possível de carro.

      Um abraço,

      Patricia

  16. Oi Patrícia! Quero em primeiro lugar te agradecer as dicas de viajem,que foram muuuito bem aproveitadas em nossa ida à Sicília!! Valeu muito!!! Meu interesse agora é pela Costa Amalfitana! Tens alguma coisa interessante para me ajudar? Parabéns pelo teu blog! Pra mim ele continua sendo O melhor!!… Um abraço,Nuncia.

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