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Ilha de Vulcano, Sicília

Ilha de Vulcano: fazendo trekking em um vulcão

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Mesmo vivendo muito próximo ao vulcão Etna, sempre o visitei confortavelmente de carro, indo somente até onde é possível com um veículo particular, ou seja, só até o Rifugio Sapienza (2000 metros de altitude), bem longe dos três mil e poucos metros, quota das crateras mais altas. Nada de muito aventuroso ou radical.

Quando estive na ilha de Vulcano, tive a oportunidade de subir até a cratera do vulcão. Um dos passeios imperdíveis para quem visita a ilha é ir ao Gran Cratere no fim de tarde para assistir ao pôr do sol lá de cima. É um percurso relativamente curto – são somente 900 metros –, mas só é fácil para quem tem bom preparo físico, o que não é o meu caso. O terreno complicado, em boa parte composto por pedrinhas (não digo “movediças”, mas quase! Nosso pé afunda a cada passo, pois elas foram formadas a partir de cinzas e fragmentos de rocha lançados pelo vulcão), e o desnível que vai aumentando ao longo da subida, tornam o percurso de trekking bem cansativo, mas sem dúvida alguma, todo o esforço é bem recompensado pela paisagem.

Ilha de Vulcano, Sicília

E essa é a vista que vamos tendo ao longo do percurso. Linda de morrer!

Escalamos o vulcão da ilha de Vulcano – o chamado cono della Fossa, ou Vulcano Vecchio (vulcão velho) – com um guia, mas o percurso pode perfeitamente ser feito por conta própria, uma vez que a trilha é bastante simples e bem sinalizada. A única atenção que se deve ter é na descida, pois é muito fácil escorregar nas pedrinhas e acidentes acontecem quase diariamente. Todo cuidado é pouco!

Nosso guia tinha um passo muito acelerado e não parou em nenhum momento, por isso fizemos o percurso em cerca de meia hora. Se eu o tivesse feito sozinha, certamente teria caminhado mais lentamente para me cansar menos.

Partindo do Porto Levante e, seguindo pela estrada SP 178 no sentido Vulcano Piano, depois de poucos metros vemos as indicações para a trilha.

Ilha de Vulcano, Sicília

Chegando à base do vulcão.

Ilha de Vulcano, Sicília

Esses 800 metros em subida irão parecer 800 quilômetros!

Conforme vamos subindo, o panorama se torna sempre mais fascinante, podemos ver Lípari, Salina, o porto e até as outras ilhas mais distantes. Como falei anteriormente, o esforço vai sendo recompensado e a cada passo a vontade que dá é parar para ficar admirando aquele marzão azul.

Ilha de Vulcano, Sicília

A vista

Nos metros finais da trilha, as pedrinhas dão lugar a uma espécie de barro e a caminhada fica mais fácil. Quer dizer, fácil entre aspas, pois se a consistência do terreno melhora, a qualidade do ar vai piorando. Explico: conforme vamos nos aproximando da cratera, o odor de enxofre vai aumentando. Em um certo ponto a respiração se torna um pouco difícil por causa dos gases expelidos pelo vulcão.

Trekking no vulcão de Vulcano

Fase final do percurso, quase chegando lá.

Ao chegar ao topo da cratera, o cheiro de enxofre é quase insuportável. Há um bom número de fumarolas expelindo dióxido de enxofre, que inclusive é irritante para os olhos. É bom se proteger com óculos e cobrir o nariz e a boca com um pano. Jamais se aproximem demais da fumaça para evitar qualquer tipo de intoxicação! 

É possível – obviamente com um guia autorizado – dar a volta na cratera e admirar os despenhadeiros do lado oposto. Como o sol já estava quase se pondo, não tínhamos tempo para fazer isso.

Trekking no vulcão de Vulcano

A parte mais amarela é enxofre.

Todo o mau cheiro e a fadiga da subida foram recompensados pelo maravilhoso pôr do sol que podemos apreciar lá de cima. Era esse o nosso objetivo ao decidirmos subir até a cratera no fim de tarde e não ficamos nem um pouco decepcionados.

Pôr do sol na ilha de Vulcano

E mais um close no sol, que parece derreter ao se encontrar com o mar…

Pôr do sol na ilha de Vulcano

A vontade era mesmo esperar o sol se pôr todinho, mas a esta altura é hora de descer rápido, pois já já iria escurecer. Ah, outra dica importante, se forem sozinhos, levem uma lanterna! Descemos rapidamente, afinal pra baixo todo santo ajuda, mas quase sempre caminhando em ziguezague para evitar derrapar nas pedrinhas.

Recapitulando…

  • Leve água;
  • Use roupas e calçados adequados para o trekking;
  • Leve algo para proteger olhos, nariz e boca (óculos escuros e um foulard ou lenço, por exemplo);
  • Caso fique até o sol se pôr, é aconselhável levar uma lanterna.

Dica de excursão: Hiking na ilha de Vulcano

 

Um pouco sobre a ilha de Vulcano

Vulcanoa antiga ilha de Thermessa ou Terasia, ou ainda, para os gregos Hiera, o lugar onde se encontrava a forja do deus Hefesto (Vulcano para os romanos, daí o nome da ilha). A ilha é formada por bem cinco vulcões que se uniram e deram origem ao atual relevo. Apesar do vulcão parecer estar acordado pois está sempre expelindo gases, sua última erupção ocorreu no final do século XIX.

Para saber o que ver, onde comer e como chegar à ilha de Vulcano, não deixe de ler meu post Vulcano, a ilha fumegante!

 

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