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Cavalgada dos Gigantes em Messina

10/08/2017 - 15/08/2017

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Messina pode ter perdido boa parte de seus edifícios históricos e monumentos durante as catástrofes naturais e guerra que aconteceram ao longo dos séculos, mas de certo há uma coisa que jamais pode ser pedida: suas tradições. E uma das mais interessantes é a tradição da Cavalgada dos Gigantes, uma festa durante a qual duas figuras enormes, montadas em um cavalo, desfilam pela cidade.

Todos os anos, de 10 a 14 de agosto, eles saem em um cortejo muito animado pelas ruas da cidade. Se não fosse que não há música de carnaval, lembraria muito os bonecos gigantes de Olinda.

Segundo uma tradição popular, os fundadores de Messina são dois gigantes, um homem mourisco e uma mulher branca. A eles estão ligadas diversas lendas e ao longo dos séculos foram associados a diversas figuras da mitologia: Cronos e Reia (para os romanos Saturno e Cibele), Cam e Reia, Zanclo e Reia, enfim, Mata e Grifone, a quem é dedicado este evento.

 

Quem são Mata e Grifone?

Esses dois gigantes representariam uma donzela de Messina, Mata, e um jovem soldado sarraceno (árabe), Grifone. Há muitas versões da lenda de Mata e Grifone, alguns dizem que foram os verdadeiros fundadores de Messina, outros que foram prisioneiros muçulmanos capturados pelo soldado mercenário Ruggero D’Altavilla em 1086.

A história mais popular nos leva de volta no tempo, exatamente ao ano de 964, quando Messina era último lugar na Sicília que resistia à ocupação árabe. Durante o cerco de Messina, o general árabe Hassan Ibn-Hammar, colocou os olhos em Mata, a bela filha de um comerciante local. Ele se apaixonou loucamente por ela e forçou-a a se casar com ele. O árabe fez tudo o que pôde para conquistar Mata, mas nada derreteria seu coração. Ele até mesmo se converteu ao cristianismo, e foi somente aí que Mata resolveu dar uma chance ao rapaz. Ele mudou seu nome para Grifo, e logo se tornou conhecido como Grifone (Grifão) porque ele era enorme! Os dois, Mata e Grifone, desnecessário dizer, tiveram muitos filhos e construíram uma vila, a partir do qual teria nascido Messina.

 

O outro gigante de Messina: o andor

Depois do desfile dos dois gigantes, Mata e Grifone, Messina é palco de outro espetacular evento, desta vez de cunho religioso: a festa de Nossa Senhora da Assunção (Madonna Assunta), um dia após o evento dos gigantes, ou seja, no dia 15 de agosto.

Neste dia, sai em procissão a chamada “Grande Vara”, que seria um imenso andor, mas não um andor qualquer, e sim um engenhoso carro decorado com figuras móveis, pesando cerca de oito toneladas e de 15m de altura puxado por centenas de devotos.

A “Vara” é uma grande estrutura em forma de pirâmide que simboliza a assunção da Virgem Maria ao céu. Na parte inferior fica o túmulo da Virgem, rodeado pelos apóstolos. Imediatamente acima, ficam anjos com ramos de oliveira nas mãos girando juntos com o sol e a lua. Sobre suas cabeças há ainda outros anjos, e acima deles um globo estrelado representando o céu. Mais acima encontramos um círculo com ainda mais anjos e no topo a imagem de Jesus Cristo tendo na palma da mão direita a Alma Mater.

Foto de Marco Crupi, via Flickr

Nos tempos antigos, todos os personagens da Vara eram pessoas reais. No século XVII chegaram a ser 150, reduzidos a 100 em 1842 e só a partir de 1866 foram substituídos por estátuas. Durante a procissão de 1681 a estrutura quebrou e as duas pessoas no topo, mais quatro anjos, caíram sobre a multidão, restando milagrosamente ilesos.

 

Os desfiles de Mata e Grifone, além da procissão de Nossa Senhora da Assunção, podem ser uma boa ocasião para visitar Messina e conhecer um pouco de uma das tradições da Sicília!

 

A programação dos eventos de 2017 ainda não foi divulgada.

Detalhes

Início:
10/08/2017
Final:
15/08/2017
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