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Dica de vinícola no Etna: Gambino

Visitando uma vinícola no Etna: Gambino

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O Etna é um vulcão fascinante. Além dele ser o maior vulcão ativo da Europa, suas encostas geram vinhos de ótima qualidade, graças ao solo todo especial  e ao microclima.  Visitar uma vinícola no Etna é algo que vale a pena fazer e não é necessário ser um entendedor de vinhos, basta saber apreciá-los!

Os vinhedos do Etna estão entre os mais altos da Itália, isto é, estão plantados entre 400 e 1000m de altitude. Cada uma das áreas de produção tem características distintas: as colinas do lado sul e do lado leste são particularmente ideais para a produção de vinhos brancos frescos e perfumados e tintos de bom corpo; as colinas do lado norte se distinguem pela capacidade de produzir vinhos tintos corposos e estruturados, ideais para o envelhecimento. Além disso, o solo, obviamente de origem vulcânica, é bastante complexo (imaginem todas as várias erupções e fluxos de lava que ao longo dos milênios foram se sobrepondo), formado por lavas, materiais provenientes das erupções, cinzas, areia. etc. Toda essa complexidade, junto com a altitude, o microclima e o trabalho do vinicultor dão origem a vinhos de vários tipos e muito diferentes entre si.

Eu não sou uma entendedora de vinhos, mas desde que vim morar na Sicília passei a apreciá-los e sempre que posso visito uma vinícola para degustar um bom cálice. Foi assim que já há algum tempo tinha colocado a vinícola Gambino na minha lista de lugares para conhecer. Ao chegar lá, me arrependi de não tê-la visitando antes!

 

Dica de vinícola no Etna

A vinícola Gambino está localizada na cidade de Linguaglossa, lado nordeste do Etna, a cerca de 900m de altitude. É um lugar esplêndido em meio à  natureza. Estamos nas encostas do vulcão e com vista para o mar! Já tinham me falado que o lugar era delicioso, mas eu não imaginava quanto. A Gambino tem uma localização incrível.

Dica de vinícola no Etna: Gambino

Pena os vinhedos estarem assim, nús, afinal era ainda comecinho de primavera.

A Gambino é uma vinícola administrada em família, por três irmãos, e tudo começou somente cerca 35 anos atrás, pelas mãos dos pais deles. Por isso, trata-se de uma empresa ainda muito jovem.

Essa atmosfera familiar a gente sente já na chegada, quando somos recebidos por um dos proprietários que nos oferece um cálice de vinho  branco e nos conduz à mesa que tínhamos reservado somente algumas horas antes. A primeira impressão já foi ótima.

A vinícola Gambino produz atualmente cerca de 100.000 garrafas por ano, divididas em oito rótulos.

Dica de vinícola no Etna: Gambino

A vinícola Gambino

A degustação

Acomodados à mesa, quase imediatamente começamos a ser servidos. A cada mesa é atribuída um funcionário, que vai guiando a degustação, dando todas as informações sobre o vinho que estamos bebendo. Como falei anteriormente, sou leiga no assunto, mas as explicações são tão claras, que qualquer pessoa entende.

Logo nos trouxeram um prato com queijos e outras delícias, onde cada coisinha seria combinada com um vinho diferente.

Dica de vinícola no Etna: Gambino

No destaque, três tipos de pecorino siciliano, azeitonas, funghi e tomate seco para combinar com os vinhos.

Iniciamos com o Feud’O, vinho branco Terre Siciliane IGT, feito com uvas Grillo e Carricante. Como amo particularmente os vinhos brancos, gamei nele.

O segundo vinho foi o Feud’O Rosso, um tinto produzido com uvas Nero d’Avola (70%) e Nerello Mascalese (30%). Um vinho que afina 4 meses em barris de inox.

Depois do segundo vinho, o mundo parece que foi ficando mais feliz. Isso porque os Feud’O branco e tinto têm, repectivament, 13,5% e 14,5% de teor alcóolico e eu estava me animando demais com o branco.

Terceiro vinho, Cantari, feito exclusivamente com uvas Nero d’Avola e afinado por 12 meses em barris de carvalho. Um vinho com um aroma incrível de baunilha, muito fácil de beber.

Quarto vinho, Alicant, feito com uvas Cabernet Sauvignon e Grenache, combinado perfeitamente com salames. Junto com o Feud’O Branco, o Alicant foi o meu favorito. Ele afina 12 meses em barris de carvalho e pelo menos seis meses na garrafa. Um vinho perfumadíssimo, com aroma intenso de frutas vermelhas.

Dica de vinícola no Etna: Gambino

Os quatro primeiro vinhos degustados.

Estão vendo as quatro garrafas acima? Algo que eu achei particularmente incrível nesta degustação é o fato que as garrafas ficam na mesa, e você pode beber o quanto quiser. Além disso, quando terminamos de comer os petiscos, perguntaram se gostaríamos de comer algo mais ou fazer o repeteco de uns queijinhos.

O quinto e último vinho, o Tifeo Etna Rosso, foi o único que não ficou na mesa. O Tifeo é feito com uvas Nerello Mascalese e Nerello Cappuccio, variedades típicas do Etna. Nos aconselharam combiná-lo com a linguiça, que tinha sido trazida à mesa pouco antes.

Resumindo, pudemos degustar 5 vinhos, 4 dos quais em modo livre, acompanhados por petiscos que valeram como um almoço (no final ainda trouxeram um docinho de sobremesa). Tudo isso pelo preço de 25 euros por pessoa. Muito bom!

 

O ambiente e as instalações da vinícola

Terminada a degustação, quem desejar pode visitar as instalações da vinícola acompanhados por um guia que explica todo o processo de vinificação e a história da Gambino. Sendo uma vinícola bem jovem, era tudo extremamente moderno. Mais uma vez gostaria de frisar a gentileza e a disponibilidade do pessoal em responder às minhas perguntas e das outras pessoas que estavam lá, estrangeiros e italianos.

Dica de vinícola no Etna: Gambino

Os barris

Dica de vinícola no Etna: Gambino

Veja como a Gambino é pequenininha. Uma minha amiga enóloga diz que, grande parte das vezes, as melhores degustações são feitas em vícolas e pequueno e médio porte.

A sala onde é feita a degustação é lindíssima, com janelões de onde é possível apreciar a bela paisagem ao redor. Há várias mesas, como se fosse em um restaurante, para grupos e não.

Dica de vinícola no Etna: Gambino

Olha o mar lá embaixo!

Dica de vinícola no Etna: Gambino

As luzes quentes e os móveis rústicos dão um toque muito acolhedor.

Depoir de ter bebido à vontade, a coisa mais apropriada era dar um passeio ao redor da casa, para respirar ar puro e curtir aquela paisagem incrível. Lembre-se que estamos a quase 1000m de altitude, e mesmo nos meses mais quentes, pode ser que faça um pouquinho de frio.

Dica de vinícola no Etna: Gambino

No dia que visitei, as temperaturas estavam muito agradáveis, então poderia ter ficado ali sentada na grama horas e horas.

Fiquei extremamente impressionada com o cuidado nos detalhes, a atenção dada aos clientes e o amor pelo que fazem. Tenho certeza que voltarei lá, quem sabe num dia de verão para poder ver os vinhedos carregados de uvas!

 

Informações úteis

  • O sistema de degustação que descrevi acima custa 28 euros por pessoa. E garanto que vale muito a pena! Tem também a opção de degustação base, que custa 18 euros por pessoa.
  • A Gambino abre todos os dias, das 11 às 18h30.
  • Se for na hora do almoço (como eu fiz, a degustação pra mim foi como um almoço), é bom reservar antes, porque sendo uma vinícola pequena, não há muitos lugares disponíveis. Veja AQUI como reservar.
  • Todos os guias falam italiano e inglês, mas há alguns que também falam espanhol (nem sempre disponíveis).
  • Para mais informações, visite www.vinigambino.it

 

Como chegar

A Gambino fica nos arredores da cidade de Linguaglossa e dista cerca de 30km de Taormina e 50km de Catania. Só é possível chegar lá de carro e é necessário prestar muita atenção nas indicações do navegador, porque é fácil errar o caminho e se perder.

 

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6 Comentários

  1. Patricia,
    sensacional essa visita. Adoramos vc ter nos dado essa dica e ter reservado para nós. Realmente a degustação complete vale a pena. Maravilhoso

  2. Boa noite Patricia,

    Conhece alguma excurção para indicar que faça a vinicula e o passeio ao Etna no mesmo dia?

    Obrigada

  3. Boa noite Patrícia. Gostaria de visitar uma vinícola. Qual das três você gostou mais? A Gambino, Benanti ou Barone de Villagrande? Muito obrigado. Beto Presinoti

    • Olá Beto!

      Por enquanto a minha preferida é a Gambino por causa do atendimento extremamente atencioso, da gentileza e da “fartura” de vinhos e petiscos. A Barone di Villagrande tem uma paisagem mais bonita, mas achei as explicações dos vinhos insuficientes. A Benanti ainda não visitei, então não posso julgar.

      Um abraço,

      Patricia

  4. Patricia!!! Estamos a seis dias viajando pela Sicília junto com vc e Td está sendo adorável!!! Duas indicações e dicas nos tem sido muito preciosas… Obrigada pelas suas observações… Bjinhos Silvia e Antonio

    • Oi Silvia, oi Antonio!

      Fico muitíssimo feliz que minhas dicas tenham ajudado vocês! Depois me contem tudo, eu sempre gosto de saber como foi a viagem dos meus leitores!

      Um abração e divirtam-se!

      Patricia

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