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Vincenzo Bellini, o nome de Catânia na arte do Bel Canto

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Caminhar por Catânia é ver o nome de Bellini por todas as partes, do aeroporto ao teatro, dos monumentos ao principal jardim público da cidade. Isso porque foi em Catânia que nasceu Vincenzo Bellini, um dos maiores compositores de ópera de todos os tempos.

Monumento à Vincenzo Bellini na Piazza Stesicoro, centro de Catânia

Monumento a Vincenzo Bellini na Piazza Stesicoro, centro de Catânia

 

Um pouco da vida de Bellini

Vincenzo Bellini nasceu no dia 3 de novembro de 1801 no Palazzo Gravina-Crujllas, nº 3, bem no centro de Catânia, quando a Sicília ainda se chamava “Reino das Duas Sicílias”. Ele foi uma criança prodígio (como grande parte dos gênios) e vinha de uma família de músicos. Dizem que Bellini já era capaz de cantar uma ária aos 18 meses de idade. Aos cinco anos já tocava muito bem piano e aos seis compôs sua primeira música – Gallus cantavit –, ou seja, “o galo cantou”. Durante a adolescência, Bellini compôs várias canções religiosas, cantadas nas igrejas de Catânia, além de ariettas e músicas instrumentais, tocadas nos saraus de nobres e aristocratas da cidade.

Em 1819 Bellini deixou a Sicília para estudar no Conservatório de Nápoles. Ali escreveu sua primeira ópera, Adelson e Salvini. O sucesso foi tão grande, que o Teatro San Carlo de Nápoles encomendou outra ópera, e foi aí que Bellini escreveu “Bianca e Gernando“. Em seguida produziu “Il Pirata“, desta vez para o Teatro Alla Scala de Milão.

Partituras originais de La Sonnambula

Parte das partituras originais de La Sonnambula

De 1827 a 1833, Bellini viveu em Milão e aquele período marcou o ápice da sua carreira. Em Milão ele ganhou a reputação de homem elegante e requintado. Com suas boas maneiras e sua bela aparência – era realmente um rapaz bonito – Vincenzo Bellini era a personificação de um jovem artista Romântico. Naqueles anos, o compositor criou suas obras-primas “La Sonnambula”, “Norma” e “I Puritani” e seu sucesso o levou a viajar por toda a Europa.

Cartaz original da apresentação da ópera Norma no Teatro La Scala de Milão - Pena que não teve jeito do lustre não refletir no vidro.

Cartaz original da apresentação da ópera Norma no Teatro alla Scala de Milão – Pena que não teve jeito do lustre não refletir no vidro.

“Você é um gênio, Bellini, mas você vai pagar por esse grande dom com uma morte prematura. Todos os grandes gênios morrem jovens, como Rafael e Mozart.” – Frase de Heinrich Heine a Bellini, durante uma festa em 1835 (tradução livre).

A profecia de Heinrich Heine se concretizou poucos meses depois. Vincenzo Bellini morreu em 23 de setembro de 1835, em Puteaux, na França, por causa de uma grave inflamação no intestino provocada por ameba. Sua morte foi considerada uma tragédia nacional, não só na Itália, mas também na França e na Inglaterra. Bellini foi enterrado inicialmente em Paris, mas em 1876 seus restos foram levados para Catânia e hoje ele repousa na Catedral de Santa Ágata (Duomo).

Túmulo de Bellini na Catedral de Catânia. Na sua lápide estão escritas as primeiras notas da partitura de La Sonnambula: "Ah! non credea mirarti / Sì presto estinto, o fiore"

Túmulo de Bellini na Catedral de Catânia. Na sua lápide estão escritas as primeiras notas de La Sonnambula: “Ah! non credea mirarti / Sì presto estinto, o fiore

 

São óperas de Vincenzo Bellini

  • Adelson e Salvini (1825)
  • Bianca e Gernando (1826)
  • Il Pirata (1827)
  • Bianca e Fernando – revisão de Bianca e Gernando (1828)
  • La Straniera (1829)
  • Zaira (1829)
  • I Capuleti e i Montecchi (1830)
  • La Sonnambula (1831)
  • Norma (1831)
  • Beatrice di Tenda (1833)
  • I Puritani (1835)
  • Ernani (1835) – apenas alguns rascunhos

Casta Diva (Norma) é a aria mais célebre de Bellini. No video abaixo, na voz de Maria Callas, toca a nossa alma.

 

Museu Civico Belliniano

A casa onde Bellini nasceu, na Piazza San Francesco d’Assisi, hoje é um pequeno museu a ele dedicado. Os cômodos da casa ainda são os mesmos e possuem alguns móveis originais. O percurso inicia no quarto onde ele nasceu, onde estão expostos objetos da sua infância, e vai progredindo com o evoluir da sua carreira. Partituras originais, cartas, instrumentos musicais, o relatório da autópsia, o comunicado de Gioacchino Rossini sobre a morte do compositor e até mesmo o caixão no qual o corpo de Bellini foi transportato à Catânia, são alguns dos itens em exposição no museu.

Piano exposto no Museu Belliniano. Nele, em 1832, Bellini teria tocado para a família e amigos todas as arias da ópera "Norma" até altas horas.

Piano exposto no Museu Belliniano. Nele, em 1832, Bellini teria tocado para a família e amigos a ópera “Norma” até altas horas.

 O Museu Belliniano funciona de segunda à sábado, das 9 às 19h, domingos e feriados das 9 às 13h. O ingresso custa 5 euros.

 

Teatro Massimo Vincenzo Bellini

Apesar de ter seu nome, Bellini nunca viu suas óperas serem apresentadas no suntuoso Teatro de Catânia, uma vez que este foi inaugurado em 1890. Todos os anos, durante a temporada lírica, várias óperas, não só de Bellini, mas dos maiores artistas italianos, são encenadas neste teatro. É uma opção para os fãs de ópera que visitam Catânia!

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A temporada lírica do Teatro Vincenzo Bellini inicia geralmente no final de março e termina em dezembro. Consulte o programa no site oficial do teatro: http://www.teatromassimobellini.it/lirica.asp

Este post faz parte da blogagem tripla sobre Compositores de Ópera italianos. Confira o texto do Viagem na Itália sobre Giuseppe Verdi e do Passeios na Toscana sobre Giacomo Puccini.

 

 

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